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Coração Disparado

 

 
Joia br - 09 de outubro de 2014
 


Nova coleção da Mary Design, lançada durante o Minas Trend, homenageia a poeta mineira Adélia Prado.

Da redação - Mary Arantes faz uma visita imaginária à casa de Adélia Prado e dedica a nova coleção de sua Mary Design à poeta mineira. As peças são apresentadas durante a edição outono / inverno do Minas Trend, realizada esta semana no Expominas, em Belo Horizonte.

Fã de Adélia, Mary diz que sempre viu a escritora desprovida de qualquer acessório, a não ser um óculos e a aliança de casamento, então costumava imaginá-la adornada por alguma bijuteria. "No meu silêncio criativo, fui até ela inúmeras vezes, sentamos na sala, tomamos café, apreciava cada gesto dela, como se cada um pudesse me  conceber a honra da criação. Experimentava em seu colo pousar um fio de pérolas ou outra conta que não roubasse a pureza da mulher da minha cabeça, quase santa. Um brinco, miúdo que fosse, roçaria seus ouvidos. Sobre os dedos, acrescentava um singelo anel, elo que fazia meu coração ficar ainda mais disparado", confidencia a designer, explicando que esta seria a coleção com a qual a enfeitaria em seus sonhos, se ela assim permitisse. "Imaginei Adélia como ela é, porém adornada desses encantos que a moda tem".

A coleção é repleta de poesia e rica em simbolismos. "A pérola foi minha grande aliada, pois este material sempre me remete a algo verdadeiro, e ela não é mulher de nada falso", diz Mary. Os metais aparecem foscos e envelhecidos, assim como as contas, em grnade parte opacas e, quando brilham, foram embaladas por tecidos, como um véu.  As peças foram criadas em tons harmoniosos, para serem usadas conjugadas, como fossem se rimas e fizessem parte de um grande poema.

Mary imaginou a casa de Adélia com um jardim à frente, com manacás, um pé de romã e rosas...

A fé e religiosidade, temas tão presentes na obra de Adélia, foram traduzidos em chaveiros devocionais, azulejos com estampas de santos e em colares (um em forma de terço moderno, outro que parece acolher medalhas, relíquias e talismãs).


"Mística e poesia são braços do mesmo rio. Deus me deu o segundo, mas a fonte é a mesma, o Espírito Divino. A despeito de si mesmo, o poeta ateu entrega o ouro em sua poesia. É simples, rigorosamente ninguém é o criador da Beleza (poesia). Ela vem, eu diria como Guimarães Rosa, da terceira margem da alma". (Adélia Prado em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo - 06/12/2013).

Adélia, é tua esta coleção que quase não tem cor. É preta, séria, serena, sóbria. Tem luz sem ter brilho. Minha intenção é que “rimasse“ com a sua pessoa, ornasse seu ser, pontuasse seu ouvido como um segredo, criasse elos com seus dedos, calejados de ladainhas e rimas.
É a ti Adélia, flor da terra, que dedico meu tesouro.
Não são joias, apenas fantasia dessa sua fã!

Com amor,
Mary Figueiredo Arantes.
Salve 27 de setembro, 2014.



Adélia Prado
nasceu em 1935 em Divinópolis (MG), onde reside até hoje. Formou-se em Filosofia e trabalhou como professora. Em 1976, publicou seu primeiro livro, Bagagem e, em 1978, lançou “Coração Disparado”, coletânea que lhe trouxe a consagração merecida, conquistando o Prêmio Jabuti.
Com obras reconhecidas internacionalmente, Adélia recebeu, em junho deste ano, o Griffin Poetry Prize - o maior prêmio de poesia do Canadá e um dos mais importantes do mundo.

 

www.marydesign.com.br

Matéria relacionada:
>>>Minas Trend - Outono / Inverno 2015

fotos: 42 Fotografia (divulgação)

 


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