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Tesouros e talismãs

 

 
Joia br - 08 de maio de 2015
 

Exposição em Nova York traz como destaque anéis de ouro de várias épocas e explora seus significados e feitios, desde as matérias-primas até as joias prontas.

Da redação - A mostra "Tesouros e Talismãs: Anéis da coleção Griffin", em cartaz até 18 de outubro no museu nova-iorquino The Cloisters, destaca anéis de ouro de diversas épocas, desde a antiguidade, passando pelos períodos medieval e renascentista, e seu significado na vida das pessoas. A exposição também explora a conexão dos anéis à religião, superstição, amor, casamento e identidade. A coleção tem o nome da criatura mítica representada com cabeça e asas de águia e corpo de leão, considerada guardiã de tesouros na Idade Média.

O museu, localizado em Fort Tryon Park, norte de Manhattan, é um ramo do Metropolitan Museum (MET) dedicado à arte e arquitetura da era medieval.


Anel gótico “Corte Porta Amor” (com rubi) sec. XIV / Anel bizantino (com água-marinha e pérolas) - origem: Constantinopla – sec. XII-XIII / Anel de dois dedos (com ametista, esmeralda, vidro e pérola) início do sec. VI / Anel “Homonoea” (cultura romana) final do sec III - início sec. IV / anel "Christian Gemstone" (com esmeralda e granadas) sec. IV - cultura romana

Anéis são uma das formas mais antigas e mais conhecidas de adorno corporal. Usados por homens e mulheres como símbolo de status, ritos de passagem, expressões de identidade e atitude, também serviam como talismãs.


Anel Memento Mori (com diamantes, além de um rubi em seu interior) sec. XVII / Anel episcopal “Joye sans Fyn” - sec. XV / Anel de casamento - cultura bizantina - sec.VI / VII

Os anéis são exibidos ao lado de duas dúzias de obras de arte relacionadas, que incluem manuscritos, esculturas, peças de ourivesaria e pinturas. A famosa tela “A Goldsmith in his Shop” (1449), de autoria do holandês Petrus Christus, é uma delas.
O personagem principal neste quadro, tradicionalmente identificado como Santo Elói (ou Eligius), o padroeiro dos ourives, é mais provável um retrato de um verdadeiro ourives do século XV. O casal está comprando um anel de casamento que está sendo pesado, enquanto a faixa que se estende sobre a bancada é mais uma alusão ao matrimônio. O espelho convexo, que liga o espaço pictórico à rua, reflete dois jovens homens com um falcão (símbolo do orgulho e da ganância) e estabelece uma comparação moral entre o mundo imperfeito do telespectador e o mundo da virtude e do equilíbrio retratado na tela.

 

Muitos anéis empregam pedras reaproveitadas de outras joias. O anel da foto ao lado traz uma grande safira inscrita com o nome árabe "Abd as-Salam ibn Ahmad". A gema, gravada séculos antes que o anel fosse criado, é uma safira do Ceilão, pedra que era associada à castidade e à pureza. Uma segunda inscrição no aro do anel diz: "Por amor você foi feito e por amor eu o uso." Este trabalho, com sua mistura de elementos orientais e ocidentais, está entre um dos mais raros da coleção Griffin.

 



A exposição apresenta ainda vídeos sobre técnicas de ourivesaria e lapidação utilizadas na confecção de anéis. Programas educativos incluem palestras e demonstrações de designers de joias.

Exposição "Tesouros e Talismãs: Anéis da coleção Griffin"
de 1º de maio a 18 de outubro de 2015 (de terça a domingo, das 9h30 às 17h15)
Glass Gallery - The Cloister Museum
99 Margaret Corbin Drive - Fort Tryon Park, Washington Heights, Manhattan, Nova York

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N.R.: O museu The Cloisters abriga, além de fascinantes obras de arte, um café, capela e uma filial da Loja do MET - que oferece publicações, reproduções produzidas e também livros com ênfase na arte da Idade Média. Os jardins já valem a visita, são verdadeiros tesouros. Eles foram projetados de acordo com informações obtidas de manuscritos e artefatos da época medieval.

 

fotos: MET (divulgação)

 


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