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Joias do Deserto

 

 
Joia br - 06 de março de 2012
 

Exposição irá reunir cerca de duas mil peças, entre joias, acessórios e vestes, além de fotos de alguns dos principais desertos do mundo, retratados por Thereza Collor em suas viagens.

Da redação - De 13 de março a 10 de junho, a Galeria de Arte do SESI-SP, no Centro Cultural FIESP – Ruth Cardoso, apresenta a exposição “Joias do Deserto”, uma seleção de adornos corporais pertencentes ao acervo etnográfico da historiadora Thereza Collor. Esta é uma boa oportunidade para conhecer uma das mais raras coleções de todo o mundo – entre as reservas particulares e de museus – de joias e vestimentas de povos orientais, africanos e asiáticos.

A coleção foi construída ao longo do tempo. O interesse pelos aspectos estéticos, sociais, econômicos e religiosos de culturas desconhecidas pela maior parte do mundo ocidental teve início quando Thereza tinha apenas 14 anos e fez sua primeira visita ao Oriente Médio. Após alguns anos de colecionismo, teve o apoio da sogra Eugênia, que adicionou várias peças ao conjunto formado por artefatos produzidos no século XIX e início do XX.

Na mostra serão exibidas cerca de duas mil peças da joalheria tradicional – entre brincos, colares, braceletes, cintos, bolsas, vestes, tornozeleiras e adornos peitorais e de cabeça – de povos de cinco regiões: o grande Deserto do Saara; o Deserto da Arábia; os Desertos da Ásia Central; o Deserto de Thar e o Deserto do Himalaia. Por conta de novas configurações geopolíticas e dos sintomas da globalização, muitas dessas sociedades estão em curso de desaparecimento. Desta forma, além do significado artístico, o acervo contribui com a preservação dessas culturas por reunir artefatos que revelam os costumes e tradições desses diferentes povos.

Destaques

No acervo estão peças que evidenciam as influências históricas, geográficas, sociais, políticas e religiosas das etnias. O nomadismo das populações locais, em busca de lugares menos inóspitos, faz com que a produção apresente similaridade de estilos – como a presença constante de formas variadas de animais sagrados, como pássaros e peixes, representando a fecundidade – mas revela aspectos de originalidade de cada etnia, suas interpretações e funções distintas em seus países.


Bracelete da Ásia Central (1), adorno peitoral do Himalaia (2) e tornozeleira do Thar (3)

Entre as joias, destaque para os braceletes do Afeganistão em forma de serpente (foto 1),  o adorno peitoral cerimonial, em coral e turquesa, produzido na região de Ladakh (foto 2), o par de braceletes Gubur, usado por toda noiva judia iemenita, do Deserto da Arábia, e muitos exemplos de relicários do Deserto do Himalaia, que são usados nos braços e na cintura e representam a religiosidade destes povos.

Também há peças curiosas, como as tornozeleiras em prata chamadas Todo ou Kalla (foto 3), do Deserto de Thar, cujo objetivo é sinalizar a presença de mulheres nos ambientes da casa, e pulseiras de prata com formas pontiagudas, que podem servir como objetos de defesa pessoal para mulheres da Índia.

A exposição traz ainda fotografias dos desertos e de seus habitantes, todos registrados pela própria colecionadora. São mais de 300 imagens, que possibilitarão ao visitante perceber o olhar criterioso de Thereza, traçando o caminho desses povos através do tempo.

Exposição “Joias do Deserto”
Galeria de Arte do SESI-SP – Centro Cultural FIESP – Ruth Cardoso
Av. Paulista, 1313 (metrô Trianon-Masp) - São Paulo - SP
Visitação: 13 de março a 10 de junho: segunda-feira, das 11h às 20h,
terça a sábado, das 10h às 20h, e domingo, das 10h às 19h 
Entrada franca

“Joias do Deserto” tem concepção de Thereza Collor. Formada em História, foi Secretária de Turismo do Estado de Alagoas entre 1995 e 1998 e é autora do livro “Alagoas um olhar”, publicado em 2010. Ana Cristina Carvalho é a curadora convidada da mostra, que tem projeto expositivo de Haron Cohen, produção executiva da arte3/conceito, coordenação de conteúdo de Maria José Birraque e registro fotográfico de Hugo Curti.

fotos: divulgação

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