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Cartier, estilo e história

 

 
Joia br - 05 de dezembro de 2013
 


Grand Palais recebe a maior exposição já dedicada à maison francesa Cartier.

Da redação - Foi inaugurada nesta quarta-feira (4), no museu parisiense Grand Palais, a exposição Cartier: Le Style e l'Histoire, que reúne cerca de 600 peças, entre joias, relógios, objetos, desenhos e documentos de arquivo. É a maior exposição já dedicada à maison francesa, fundada por Louis-François Cartier em 1847 e que é, até hoje, uma das mais famosas e sofisticadas do mundo.

Com curadoria de Laurent Salomé e Laura Dalon, a mostra abrange a história da Cartier no período que vai desde a sua fundação até meados dos anos 1970, com abordagem inovadora que permite redescobrir, através da seleção cuidadosa de joias e acessórios preciosos, o virtuosismo e a criatividade estética da Maison. Proclamado "joalheiro dos reis e rei dos joalheiros" por Edward VII da Inglaterra, Cartier tornou-se fornecedor oficial de muitas cortes reais e imperiais, e atraiu clientes da alta sociedade, do mundo da arte e do entretenimento, como Marie Bonaparte, a Família Real da Inglaterra, marajás, a duquesa de Windsor, a princesa Grace de Mônaco, Daisy Fellowes e as atrizes Maria Felix e Elizabeth Taylor, entre várias outras celebridades.


Tiara em estilo Art Déco (1914) feita com platina, 15 pérolas,diamantes em lapidação antiga, ônix e esmalte

As excepcionais peças em exibição são provenientes principalmente da Colecão Cartier, mas também de coleções particulares, de instituições e de museus franceses e estrangeiros.  Entre os muitos e vários destaques, estão tiaras de rainhas e princesas; o colar do marajá de Patiala, com mais de mais de 2.930 diamantes (veja quadro abaixo); o colar de Liz Taylor feito pela Cartier com a pérola La Pelegrina (veja aqui); os broches Panthère e Flamingo encomendados pela Duquesa de Windsor e o colar criado para Maria Felix, que tem uma história bem curiosa. A atriz chegou à joalheria levando um crocodilo. Segundo solicitação da diva, o animal, que estava vivo, deveria ser a inspiração para o design. Em poucos meses, a maison desenvolveu uma joia esculpida em ouro em forma de dois crocodilos entrelaçados. Mais tarde, a peça deu origem a uma coleção.


Colar Crocodiles - Cartier Paris, encomenda especial (1975), ouro, diamantes amarelos, esmeraldas e rubis. A joia é articulada: os dois crocodilos também podem ser usados separadamente, como broches. Vendido para María Felix.
(foto: Nick Welsh, Cartier Collection © Cartier)

A exposição fica em cartaz até 16 de fevereiro de 2014. O catálogo oficial  tem versões em francês e inglês e pode ser adquirido aqui. Custa 45 euros.

Em 1925, Sir Bhupindra Singh, marajá de Patiala (1891-1938), embarcou para a França com milhares de pedras preciosas. Ele desejava que elas fossem reunidas em novos ornamentos de aparência mais ocidental. Na Cartier, onde ele já era conhecido, o marajá deixou as gemas, que foram usadas em um grande número de joias. Em 1928, as peças foram expostas na rua de la Paix. Essa fabulosa encomenda deu origem a um suntuoso colar de aparato de marajá, com aparência moderna e muito menos colorido do que as joias indianas tradicionais. A peça, montada em platina, possui mais de 2.930 diamantes, dois rubis e traz, ao centro, o diamante amarelo De Beers (234,65 quilates), o sétimo maior diamante do mundo. Bhupindra Singh e, depois, seu filho, o marajá Yadavindra, usaram o colar em várias ocasiões, antes que ele desaparecesse após a independência da Índia, em 1947.


 

(fotos: Cartier e divulgação)

 


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