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NÃO SE SOBREVIVE NA INFORMALIDADE

por André Luiz Nunes Silva (*)




Poucas vezes na história deste país se observou
uma dicotomia tão grande entre as atitudes do nosso governo. Se, de um lado, há uma sensação generalizada de corrupção, sonegação, corporativismo e impunidade - de proporções inimagináveis para um governo de esquerda e dito "popular", de outro se observa uma intensificação dos procedimentos de fiscalizações federais, estaduais e municipais, com cada vez mais ações de grande porte da Polícia Federal e do Ministério Público, inclusive efetuando prisões de empresários, funcionários públicos e membros do poder judiciário.

Os recordes mensais de arrecadação atingidos pela Receita Federal sinalizam um aumento generalizado da formalidade em nossa economia, muito mais do que um crescimento econômico do nosso PIB, onde os instrumentos e as tecnologias de fiscalização aumentam numa velocidade muito maior do que a do empresário em adequar o seu negócio.

Neste cenário, o excesso de informalidade, ainda infelizmente presente em nossa economia, transforma-se no principal obstáculo ao seu crescimento. Conseqüentemente, diminui seus ganhos de produtividade e seu desenvolvimento profissional, sem falar que desequilibra a relação Risco versus Retorno de qualquer negócio neste país, na medida que o risco vem subindo numa velocidade muito mais rápida do que o retorno financeiro.

Logo, conclui-se que estamos atravessando um momento de profundas transformações nas relações Empresas versus Estado e Pessoas versus Estado, onde não podemos esperar pela tão aguardada adequação tributária para o setor joalheiro, que vem sendo costurada a nível federal e estadual ao longo dos últimos anos.

Devemos imediatamente iniciar um processo de reestruturação de nossos negócios e empresas, para que continuem sustentáveis no longo prazo e financeiramente apresentem uma relação Risco versus Retorno mais atraente para o empresário, com mais profissionalismo e mais legalidade.

É isso o que tenho pretendido demonstrar nos últimos tempos, nas inúmeras palestras e reuniões que tenho feito nas mais diversas regiões do Brasil, onde tenho encontrado empresários preocupados com a situação mas que, na maioria das vezes, desconhem as reais implicações que a informalidade e a sonegação causam para as dificuldades que vêm passando e, principalmente, para o futuro de seus negócios.

Aliás, só teremos futuro com a formalização e a crescente profissionalização de nossas atividades. Não temos mais tempo a perder e não temos outra escolha.



(*) André Luiz Nunes Silva
- é Diretor Presidente da Fitta DTVM
andreluiz@fittadtvm.com.br

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