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ENTREVISTA

Roberto Carvalho Silva


A mineração do ouro faz parte da história do Brasil. O que pouco se sabe é que a extração do minério hoje é feita segundo padrões internacionais de excelência técnica, com cuidados para preservar o meio ambiente e os trabalhadores envolvidos nas operações. Antes de se transformar em barras, jóias ou adereços, o ouro passa por um longo processo – e à frente deste processo, no Brasil, está uma das maiores empresas do setor em todo o mundo, a AngloGold Ashanti.

Com 25 operações em 4 continentes, a mineradora tem sua sede mundial na África do Sul e emprega 65 mil trabalhadores. A sede sul-americana é na cidade mineira de Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte. Com uma produção média de 17 toneladas de ouro por ano, a AngloGold Ashanti South America realiza pesquisas minerais na Argentina, Peru, Colômbia e Brasil. O "comandante" das operações da empresa na América do Sul é o brasileiro Roberto Carvalho Silva, que nos fala sobre as ações e estratégias da AngloGold Ashanti e suas relações com o setor joalheiro.

Jóia br - Fale-nos sobre a AngloGold Ashanti no mundo e no Brasil
Roberto C. Silva -
A AngloGold tem ações negociadas nas bolsas de Joanesburgo, Nova York e Austrália, bem como na Bolsa de Valores de Londres, Euronext Paris e Euronext Bruxelas. O objetivo principal da AngloGold Ashanti é ser a escolha mundial em negócios com ouro, por meio de uma valorização acionária contínua. A AngloGold Ashanti insere-se ativamente na cadeia de valores do metal. Conquistar corações e mentes dos consumidores através de uma estratégia de marketing focada na modernização da cadeia de valor do produto e identificar oportunidades com potencial de capturar valor, assegurando seu papel de catalisador central na indústria, é um dos principais objetivos da empresa. A principal iniciativa na América do Sul é o Designer Forum. O evento, que acontece a cada dois anos, reúne os principais profissionais brasileiros num concurso para a confecção de jóias em ouro e a produção da AngloGold Ashanti Collection – uma coleção de jóias-conceito – visando promover os designers e talentos brasileiros.

Jóia br - Como o mercado de ouro se diferencia nas diversas culturas?
Roberto C. Silva - Em mercados desenvolvidos, como é o caso dos Estados Unidos, Japão e países europeus, as jóias são vistas como adorno, mais do que investimento. O design é bastante valorizado. Em mercados em desenvolvimento, como a China, países do sudeste asiático e Oriente Médio, o design é relativamente secundário; as jóias são valorizadas como adorno e pelo seu preço e peso. Já na India, as compras de jóias são influenciadas pela cultura e religião. 

Jóia br - A empresa tem planos de expansão no Brasil?
Roberto C. Silva - Nos próximos cinco anos, a AngloGold Ashanti deve investir US$94 milhões em pesquisas de exploração na América do Sul, com o foco nas áreas vizinhas às operações atuais e também em áreas pioneiras. Além disso, conduz os estudos de viabilidade de expansão da Mina Cuiabá em Sabará - MG, um investimento da ordem de US$130 milhões. Com este projeto, a capacidade da mina deverá, a partir de 2006, alcançar uma média de 250 mil onças de ouro - cerca de 7 toneladas - por ano.

Jóia br - Quais ações estão sendo desenvolvidas pela empresa para apoio ao setor joalheiro no Brasil e o conseqüente aumento do consumo de ouro?
Roberto C. Silva - Constatamos que o consumo global do ouro está em declínio, principalmente em comparação aos seus grupos competitivos, tais como produtos de luxo (câmeras digitais, celulares, etc.) A AngloGold Ashanti, através das iniciativas do concurso Designer Fórum, incentiva a criação de peças em ouro com design diferenciado/inovador visuando atrair o consumidor moderno. Esperamos ter um papel catalisador resgatando o "appeal" e a sedução do metal. Objetivamos apresentar ao consumidor moderno peças inovadoras, investindo no design; jóias em ouro "fashion" que são distintas e fogem da norma. A coleção resultante do Design Fórum é promovida em exposições, feiras e desfiles no Brasil e no exterior.
Entre outras iniciativas de marketing, a empresa contribui anualmente com US$10 milhões ao World Gold Council, apóia o setor joalheiro estabelecendo parcerias com IBGM e entidades de classe, e ocasionalmente, associa-se a empresas do ramo joalheiro e da moda promovendo ações para estimular ainda mais o setor.

Jóia br - Recentemente foram publicadas notícias na imprensa de que a AngloGold Ashanti iniciaria a fabricação de jóias no país. O senhor confirmaria este fato e poderia nos dar mais detalhes?
Roberto C. Silva - A empresa tem se empenhado na crescente exposição das coleções AngloGold Ashanti Designer Forum e a partir do nosso banco de dados de designers composto em nossos concursos, há a possibilidade da criação de uma Coleção AngloGold Ashanti. No entanto, essas iniciativas têm fins mercadológicos. Há várias especulações sobre a AngloGold Ashanti comercializar jóias, mas esse é um projeto que internamente ainda não cogitamos.

 

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