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ARTE DE VANGUARDA
Reny Golcman

“A (minha)  falta de sossego, como a falta de sossego que existe na arte, me deu o impulso para procurar respostas e soluções no meu trabalho, e assim cheguei à criação de jóias que se transformam. Pelo fato da minha própria personalidade não aceitar as coisas estáticas, decidi criar jóias que fossem abertas para mudanças, que se desenvolvessem e se transformassem”.



Conhecida por ter inovado na joalheria com o conceito de "Jóia Mutável", atraída pelo conceito da jóia objeto - como sua coleção de relógios/jóias Krono -  e ousada ao explorar temas eróticos em suas criações, a carioca Reny Golcman  é uma das joalheiras pioneiras no Brasil. Busca nas jóias a expressão para sua criatividade, que continua borbulhante nas criações que desenha e confecciona em seu ateliê em São Paulo, participando inclusive de diversas exposições.

Formada em pintura em 1954, pela Escola Nacional de Belas Artes da Universidade do Brasil, Reny aprendeu a arte da joalheria com os artistas Lito Cavalcante, Luiz Watson, Guima e Caio Mourão, na década de 60, quando iniciou carreira.

Em 1968, participou da II Bienal Nacional de Artes Plásticas da Bahia, em 1969 e 1971 nas Bienais Internacionais de São Paulo, conquistando nesta última o 1º Prêmio no setor de Jóias com o melhor conjunto e o lançamento das jóias mutáveis. Em 1973, ganhou o prêmio Hors Concours na XII Bienal, em assessoria da seção de jóia, o que foi o começo de muitas exposições que participou e continua presente até hoje.

No livro “Jóia Contemporânea Brasileira” (1980 - Renato Wagner) o papel de Reny é destacado como pioneira na arte das jóias e, principalmente, por suas jóias mutáveis, responsáveis por introduzir na joalheria brasileira da época o conceito de obra aberta, presentes em outras artes, na música e na literatura nas décadas de 60 e 70. Um conceito que ampliou e aprofundou a teoria da arte como processo de comunicação no século XX.

 

“A concepção da obra aberta se baseia num aprofundamento da função do fruidor na comunicação artística. Visto agora como um participador criativo, em vez de mero espectador”, como avaliou Mario Schenberg no livro.

Reny sempre fez questão de produzir cada peça e cumprir todas as etapas da joalheria, do desenho à construção final da peça, até seu polimento. Suas jóias de múltiplas montagens, mutantes e desmontáveis, possibilitam a participação de seu usuário em diversas versões. Um de seus colares chegou a ter 331 opções diferentes de composições!

“Eu não tenho uma linha certa, uma direção ou sentimentos determinados, que é comum pensar que a jóia os transmite. Para mim, qualquer coisa pode servir como fonte de inspiração, seja o movimento das mãos do homem, o movimento das folhas no campo ou o movimento dos peixes no fundo do mar...”

Reny Golcman
brgolcman@terra.com.br


Fotos: Almir Pastore

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