PÁGINA INICIAL
EMPRESAS
ENTIDADES
FEIRAS NO BRASIL
FEIRAS NO MUNDO
EXPOSIÇOES E EVENTOS
ARTIGOS
COMÉRCIO EXTERIOR
ENTREVISTAS
MANUAL DE GEMAS
CURSOS
CURIOSIDADES
JOALHERIA DE ARTE
MODA E TENDÊNCIAS
DICAS PRECIOSAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
CLASSIFICADOS
PROMOÇÕES
COTAÇÃO DO DÓLAR
ANÚNCIOS
SOBRE O JOIABR
FALE CONOSCO
::::::::::::::::::::::::::::

© Joiabr - 2000
info@joiabr.com.br

PRECIOSIDADES
Paula Mourão

Artista plástica e joalheira carioca, filha do renomado Caio Mourão, Paula iniciou seu trabalho ajudando o pai no Atelier em Ipanema, no Rio de Janeiro. Suas joias exclusivas e contemporâneas são a imagem de sua cidade, um mix de natureza e urbano.



A artista nasceu em julho de 1959 e começou na joalheria ainda criança, brincando. A brincadeira só virou coisa séria no começo da década de 80, quando passou a trabalhar como assistente do pai, Caio Mourão. Era inevitável a influência paterna nos primeiros passos de sua vida artística mas, aos poucos, Paula começou a trilhar seu próprio caminho, com criações de traços refinados e referências urbanas, ao contrário da arte de Caio, que tinha como base a natureza e formas brutas.

“Ela poderia ter trilhado outros caminhos, mas resolveu acompanhar os meus passos. Desafiar o pai e o joalheiro ao mesmo tempo, haja coragem! Mas conseguiu vencer o ordálio e transformou os meus ensinamentos - mais os de Bobby Stepanenko, Yvon Piedérriére e Márcio Mattar, com quem também trabalhou - numa técnica totalmente sua, pois acrescentou a isto a sensibilidade feminina, coisa que seus mestres não tinham para dar. Deu o salto e agora nos olha do alto de suas criações. E ela ainda é jovem! E posso dizer: a minha mais preciosa joia”, disse Caio Mourão em 2004, um ano antes de sua morte.

A primeira exposição já mostrava a ousadia de Paula, que colocou seus trabalhos ao lado das obras de Caio na histórica Galeria Bonino, onde o pai costumava realizar uma mostra anual de suas peças. As portas estavam abertas para que ela seguisse seu próprio caminho.

Em Nova York, Paula estudou desenho e, logo depois, se especializou em fundição de metais e moldes de borracha, com Caio e em cravação de pedras preciosas, com Yvon Piederriére, além de correntes e repuxados em metal, com Bobby Stepanenko.

Aperfeiçoou-se na técnica de esmaltação, estudou gemologia, estagiou em escolas de joalheria na Itália. A experimentação passou a fazer parte do seu dia-a-dia, na busca da harmonia e do belo. Prata, ouro, pedras preciosas, tecido, sementes, vidro e resina - tudo é bem vindo em seu processo de criação.

Tamanha técnica e criatividade levaram Paula a ser incluída no livro “100 Designers Brasileiros” e ainda ter uma peça no livro “Joalheria Brasileira - do Descobrimento ao Século XX”, de Mariana Magtaz.

     

Hoje, a professora Paula é quem comanda e coordena os cursos do Atelier Mourão, por onde já passaram vários talentos da joalheria brasileira consagrados nacional e internacionalmente.

A artista também é membro da PIN - Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea e já participou de exposições internacionais, como “Tira Gosto Brasil”, no El Corte Inglês (Lisboa, 2004) e, mais recentemente, na mostra Joias Reais, no Museu Palácio da Ajuda, também em Portugal, com a criação de uma cama com dossel de pedras, inspirada em um colar de ametistas que Dom Pedro I ofereceu a Domitila, com quem viveu uma história de amor e segredos.

Pulseira PassarelaO trabalho da joalheira esteve presente em diversas edições do Espaço Joia Brasil no Fashion Rio e, para o cinema, ela criou a roupa da personagem Rainha Viking no longa “Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida” (2004). Paula também foi uma das artistas a se destacar na Brazilian Jewelry Show - “Inspired by nature”, exposição realizada em Londres e Milão, com sua famosa pulseira "Passarela". A peça, que tem como conceito unir a joalheria ao artesanato brasileiro, teve a ajuda de uma tecelã em sua execução.

Atualmente, Paula Mourão mantém suas joias expostas na loja-galeria O Banquete, em Ipanema, na Central de Designers, em São Paulo e na Ornata, em Brasília.


"A minha criação não é puramente racional; sinto e penso a joia enquanto a executo. O metal também tem suas vontades."

Paula Mourão
ateliermourao@terra.com.br


Voltar ao index