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CRIATIVIDADE, ARTE E PAIXÃO
Pitty Rebelo

Ela é carioca, autodidata e apaixonada pela arte da joalheria. Em seu "atelier oficina", ela cria, desenha e executa as joias, cuida das vendas, fotografa, mantém um blog, pesquisa, enfim, faz de tudo um pouco. E faz bem feito!



Desde pequena, Pitty Rebelo sempre levou jeito para trabalhos manuais. Com sobras de retalhos de tecidos da confecção de sua mãe, fazia porta-retratos acolchoados e caixinhas de costura. Tudo sempre muito bem feito pois, como boa nativa do signo de Leão, é intensa em tudo o que faz. Aprendeu a fazer pulseiras em tear, era sempre elogiada pela perfeição, mas nunca incentivada a continuar. Quando terminou o segundo grau, quis cursar Desenho Industrial, mas a falta de habilidade, justamente com o desenho, a fez desistir.

Formou-se em Fonoaudiologia, no final de 1995 e, como não tinha paixão pela profissão, resolveu esperar algo melhor, até que apareceu uma oportunidade de trabalhar no atelier do joalheiro Antonio Bernardo. Isto foi em maio de 1996. Durante o tempo em que permaneceu lá, amava o que fazia, mas era nova, tinha 24 anos e muitos sonhos. De supervisora da oficina de atendimento ao cliente passou à gerência, sem imaginar que sua entrada no mundo das joias já era definitiva. Observando o trabalho na oficina, aprendeu muitas técnicas. "Pedi para um ourives me ensinar a fazer um trabalho com fio de ouro que, lá, a gente dava o nome de looping. Todo colar que chegava para consertar com esse trabalho, eu mesmo consertava. E eu conseguia fazer outras coisas. Me metia na sala do polimento e pedia para me deixarem polir os anéis. Muitas vezes, pela pressa de enviar as joias para as lojas, eu ajudava a equipe de acabamento, metia a mão na massa mesmo. Lá eu aprendi muito, foi uma escola maravilhosa, sem contar que o Antonio é um grande mestre", conta Pitty.

Quando ela percebeu que não havia mais como crescer dentro da empresa, veio a inquietação leonina. Resolveu abrir um negócio com amigas. Eram três sócias e alguém tinha que desenhar as peças. E logo Pitty, aquela que havia desistido da faculdade por não saber desenhar, resolveu encarar o desafio, já que conhecia razoavelmente bem a parte técnica. E aí tudo começou. Do desenho às boas especificações técnicas, os ourives a entendiam e o resultado era satisfatório. A sociedade durou cerca de dois anos, com produção de joias em ouro e vendas para lojas e clientes particulares.

Após trabalhar como designer de uma joalheria em Ipanema, participou junto com a amiga Adriana Soares do primeiro concurso promovido pela AngloGold no Brasil, o Designer Forum 2002. O projeto, o colar Volpi - feito em ouro com texturas de tecidos, conquistou o segundo lugar na categoria Hot Glamour.

Logo após o concurso, Pitty se casou e mudou-se do Rio para Niterói. Ingressou na Amsterdam Sauer, trabalhando no setor de pedras e depois na área de produção. O prêmio da AngloGold abriu-lhe também as portas para outras oportunidades. A Vivara a procurou para que desenvolvesse duas coleções, uma delas com as mesmas texturas da peça premiada.

Em 2006, incentivada por um amigo, também designer de joias, Pitty começou a trabalhar com prata. Uma banca que havia sido comprada anos antes e que havia ficado encostada em casa, enfim era utilizada. Fez seu primeiro par de brincos e vendeu para primeira pessoa que mostrou. As encomendas cresceram e ela viu que a ideia podia dar certo. Surgia assim, em julho de 2007, a marca Pratamada Brasil.

Para mostrar as peças ao público, Pitty lançou um blog com fotos de suas criações. Vieram as encomendas em prata e também em ouro, mais clientes e as vendas aumentaram. "Em agosto de 2008, conheci a Tisbe, uma loja de roupas em Niterói. Entrei como cliente e saí como parceira. Hoje, as peças são comercializadas lá também. Essa experiência me surpreendeu; venderam mais do que eu e do que eles esperavam. Comecei a trabalhar com mais um ourives. Em novembro, apareci em matéria de capa do Globo - Niterói e, no último Natal, a procura foi tanta que não consegui atender todos os pedidos. Hoje, tenho um atelier-oficina montado na minha casa", comemora a designer.

"Faço de tudo, da criação ao acabamento final, as vendas e fotografias das peças, cuido do blog, pesquiso, etc. É cansativo, mas como faço com muito amor, a palavra 'trabalho' não é pesada pra mim. Eu me divirto, me surpreendo, me supero e aprendo cada vez mais", complementa Pitty, cheia de planos. Ela pretende expandir seu trabalho, fazendo novas parcerias em outras cidades. Hoje já vende suas joias também em uma loja no Rio Grande do Sul (Unik) e atende com hora marcada em seu atelier ou na casa do cliente.

"Comecei por acaso e me apaixonei pela profissão, mas precisei ouvir muitos elogios para acreditar que eu tinha talento."
Pitty Rebelo
pratamadabrasil@gmail.com

Créditos:
Colar Volp - Fotos: Carlão StudiClick; modelo: Naiara Prates (Why)
Outras fotos: Luciano Quintella e acervo de Pitty Rebelo

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