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ARTISTA MÚLTIPLO
Nelson Alvim

 
Joalheiro, escultor e mestre, Nelson sempre se dedicou à arte, seja na modelagem da argila ou nos contínuos fios de alumínio de esculturas e móbiles, nas paisagens e ideias que transpõe para suas joias em prata, ouro, cobre - metais que moldam gemas brutas e lapidadas, materiais naturais e inéditos que vão do fungo à palha, madeira e seixos.

No início da carreira, num comportamento típico da década de 70, Nelson Alvim conta que suas joias e ornamentos mostravam ideias fortes, uma repulsa à indústria joalheria associada a uma revolta política. “Achava um vexame as joias serem avaliadas pelo peso do metal e não pela arte”, lembra. Usava e abusava do latão, bronze, alpaca - um estilo mais rústico voltado a uma moda alternativa, que valorizava o conteúdo, a criatividade, as gemas brasileiras e materiais inusitados.

Paulista, nascido em 1945, Nelson cursou a primeira turma de Artes Plásticas na FAAP - Fundação Armando Álvares Penteado, em 1967, e lá continua até hoje. Atua como professor desde 1975, ensinando desenho industrial, artes plásticas e joalheria. Foi responsável pela criação do curso e pela oficina-atelier de joalheria na FAAP, inserido no Curso Seqüencial de Moda, onde permaneceu até 2007. Atualmente leciona artes plásticas.

Nelson participou de um curso sobre práticas de desenvolvimento educacional (Developing Educational Practice) promovido pela FAAP e conduzido pela University of the Arts London, em 2008. Ele também deu aulas em seu ateliê e participou de exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, tendo recebido diversos prêmios.

Logo após concluir a faculdade, foi para Londres cursar pós-graduação, na Wimbledon School of Art, onde desenvolveu projetos para concursos direcionados a estudantes de design. Participou com a criação de um móbile “Rainbow” na competição de brinquedo educacional e com um estábile em acrílico desmontável no Business Gift or Executive Toy, ganhando esse último concurso com o 1º prêmio, em 1972. Na Central School of Art executou uma série de trabalhos pesquisando a figuração, mencionados no livro “Contemporary Jewelry”, de Ralph Turner.

Baseado nas experiências em Londres, Nelson criou a peça “Laranja deste lado da cerca”, um pendente feito em prata 925 e acrílico, com desenhos e texturas em baixo relevo (foto central), uma joia-paisagem que abre ao observador um mundo de interpretações da sua linguagem figurativa aplicada à joalheria. Esta peça foi adquirida pelo Palais Eynard, de Genebra, em 1974, quando o artista participou da exposição ”Lárt de Bijou au Brésil “.

No livro “Joia Contemporânea Brasileira”, de Renato Wagner (1980), Nelson é destacado por sua ousadia no uso de materiais e por seu trabalho de joia figurativa. “O que torna seu trabalho interessante é exatamente uma abertura de linguagem, pois não é o valor precioso de cada objeto, ou o caráter de miniatura que está em jogo, mas uma equivalência visual, um instante cotidiano retomado como flagrante e reciclado para uso no próprio corpo”.

Em 1975, participou da XIII Bienal de São Paulo com joias em ouro, prata, bronze, acrílico e palha da costa, marcando seu estilo ousado na escolha de materiais e temas. Ficou famoso como escultor, em 1975, quando desenvolveu uma peça em formato de cabeça de cavalo, uma máscara com estrutura linear em fio de alumínio anodizado, usada na cenografia da peça “Equus”, do Inglês Peter Schaffer, dirigida por Celso Nunes e protagonizada por Paulo Autran e Ewerton de Castro.

Outras obras inspiradas em animais foram surgindo e, em 1999, Nelson ganhou o 1º Prêmio de Esculturas no XXXI Arte Contemporânea Brasileira, Art Show, da Chapel School. Algumas peças são feitas de um fio contínuo de alumínio, revelando formas perfeitas da anatomia dos bichos e sutilezas que sugerem a expressão, o movimento e força de cada um. Em seu ateliê/casa em São Paulo é possível apreciar algumas destas criações, como sapos, tatu, capivara, tamanduá, jacaré e algumas máscaras.

Várias peças de joalheria atuais, disponíveis em seu ateliê, revelam o fascínio de Nelson Alvim pelas gemas, texturas e materiais. Artista múltiplo, sua obra é referência importante no universo brasileiro da joalheria e da escultura.

"A criação, o desenho, o respeito e o amor ao ofício"
Nelson Alvim
nalvim@uol.com.br

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