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O CONTADOR DE HISTÓRIAS
Flammarion Vieira

Nas mãos do artista plástico gaúcho Flammarion, recortes de revistas, postcards e qualquer material gráfico interessante pode se transformar em adorno para o corpo. Os acessórios são customizados um a um, a partir de diferentes técnicas. Assim, muitas joias de grifes famosas saem do virtual, ou seja, das páginas de uma revista, e chegam ao mundo real do consumo.


Seu primeiro trabalho na área da moda foi em Brasília, na década de 80, na Dijon de Humberto Saad e depois, na loja de Marco Rica, quando se interessou pelo modo de criação - não só das roupas, mas também dos acessórios. Na VL Design / Vera Joias, Flammarion trabalhou  por 5 anos como vendedor. Lá atendia clientes e, quando se tratava de reforma de peças antigas, ele sempre dava seus palpites sobre estilo e escolha de pedras e formas. A experiência acumulada nestes anos o levou a abrir, em 1996, seu próprio atelier de joias.

Os encantos da Capital Federal, sua arquitetura moderna e suas histórias, serviram de inspiração para algumas de suas criações e também para a ideia de lançar o BSB Design Joias, evento realizado em 1998, que contou com a participação de designers de todo o Brasil, convidados a criar joias que homenageassem os monumentos da cidade. A exposição seguiu em tournée por Madrid, Lisboa, Porto, Módena, Roma e Milão. No ano seguinte, para comemorar os 500 anos do descobrimento do Brasil, Flammarion reuniu mais alguns designers e juntos viajaram (literalmente) nas transformações e influências culturais que o País havia recebido na música, cinema, literatura e artes em geral. E lá foram eles outra vez para a Europa: Paris, Lisboa, Porto, Guimarães, Valladolid e Roma.

De volta ao Brasil, Flammarion começou a repensar a joalheria tradicional, seus conceitos e valores. "Em 2006, quando me mudei para São Paulo, vi claramente que o que eu mais queria criar eram joias diferentes". Não que a joia "convencional" o desagradasse, mas resolveu fazer algumas experimentações que, depois de prontas e vistas por algumas pessoas, viraram objetos de desejo. "Levei algumas joias numa viagem de férias a Paris e lá vendi todas. Ainda recebi um convite para voltar", conta o designer. Um ano depois, nascia a coleção Frida, cujas peças foram compradas pela família Puttman. No ano seguinte,  retornou à capital francesa para a exposição de duas novas linhas de joias, inspiradas em ícones da literatura: "O menino do dedo verde, de Maurice Druon e "2000 Léguas Submarinas", de Julio Verne.


"Jóias Objetos": construídas a partir da combinação de elementos não convencionais (como: madeira, papel, tecido e tubo plástico) com pérola, coral, pedras brasileiras esculpidas em forma de flores e fecho em ouro 18k. O colar vem acompanhado de moldura, assim a joia assume a dupla função de ornar a pessoa ou ser usada na parede como quadro... (peças da coleção Frida Kahlo)

Atualmente, Flammarion faz joias com conceito mais arrojado, aproveitando todo o tipo de matéria-prima e, junto com este material inusitado, adiciona sempre cravações em ouro, gemas naturais, prata e banhos. Usa o figurativo como expressão de arte e adora modificar ícones ou relacioná-los com outras figuras e formas. Vem daí sua paixão em fazer colares, pois em peças maiores sempre se pode contar uma história...

Flammarion cria peças únicas, impregnadas de conceito e humor. Aqui no Brasil, famosas como Ana Maria Braga, Maitê Proença, Mônica Waldvogel, Márcia Tiburi e Luciana Gimenez usam suas joias.
O artista faz sucesso também no exterior. Tem entre seus fãs a badalada designer francesa Andrée Puttman e seu filho Cyrille e está fechando negócios em Nova York.

"Sempre fui impetuoso, é assim meu processo de criação. Penso, desenho sobre a chapa, recorto e vou atrás de figuras e outras coisas bacanas para poder fazer com que este pensamento se transforme imediatamente em um adorno"

Flammarion Vieira

flammarionvieira@gmail.com

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