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MÚLTIPLA ARTE
Bialice Duarte

Artista plástica, designer de joias e ilustradora, Bialice Duarte já expôs suas criações em muitos museus e galerias nacionais e internacionais. Em 2000, ela conquistou o DIA - De Beers Diamonds International Awards. Em 2007/2008, foi vencedora do Thaitian Pearl Trophy - Etapa Brasil. Sua peça “Formosa Butterfly” integra o acervo do Museu do GIA - Gemological Institute of América, na Califórnia. A coleção mais recente traz joias inspiradas nos trabalhos da pintora Tarsila do Amaral.





 

Nascida na cidade de São Paulo, Bialice Duarte passou a infância entre o ateliê de pintura da mãe Alice e o ateliê de alta costura da avó materna, Mathilde G. Carracedo. Seus locais preferidos para passeios não eram parques temáticos para crianças, mas as Bienais de São Paulo, o Planetário, o Museu de Arte Moderna (MAM) e o MASP. Brincar com bonecas? Ah, somente para fazer suas joias e roupas!

Apurado ao longo do tempo, o olhar sem preconceito sobre todas as manifestações artísticas foi aprendizado obrigatório e divertido nos saraus que frequentava na casa do físico nuclear Mario Schemberg, mentor e marchand da arte de sua mãe.

 

O contato com as artes começou bem cedo. Quando nasceu, Bialice conheceu Tarsila do Amaral, prima de seu avô Cassio Carracedo. A pintora já estava acamada e com idade avançada, mas ainda assim cheia de luz para incentivar a pequena a ser pintora como ela e sua mãe. Tarsila faleceu em 1973, mas Bialice ainda recorda os 5 anos de visitas constantes ao seu pequeno universo, um quarto cheiroso, cheio de tintas, pincéis e papéis com desenhos de palmeiras.

Precoce, aos 10 anos de idade, Bialice ganhou um concurso realizado entre todas as escolas paulistas, o Prêmio Montero Lobato Infantil, com uma de suas crônicas. Aos 12, já participava de exposições coletivas junto a artistas (adultos) renomados e comercializava suas joias conceituais. Privilegiada em sua educação, aproveitou tudo com delicadeza e construiu um caminho consistente para ser a artista que é, em tudo que faz.

Em 1983, criou o inovador projeto "Adornos Pessoais", onde produziu brincos coloridos usando prata, aço cirúrgico e discos de vinil. A reciclagem, tão em moda atualmente, era procedimento inédito naquele tempo.

Em 1986, começou a trabalhar com projetos de alta joalheria. No ateliê Fides Spes, junto com Roseli Chemin,  desenvolveu produtos para a designer Orieta del Sol e para a franqueada no Brasil da joalheria Christian Dior. Na mesma época, Bialice participou da exposição coletiva de joias e pinturas “Tributo à Tarsila do Amaral", no ateliê  Saramenha, em São Paulo. Na sequência, vieram muitas outras exposições e vários cursos na renomada Escola Nova e também em Paris, França.

Em 1998, Bialice associou-se à  L’Organisation des Nations Unies pour l’éducation, la science et la culture - UNESCO - Association Internationale des Arts Plastiques - França. No mesmo ano, classificou-se entre os 19 finalistas das Américas no DIA - De Beers Diamonds International Awards, concurso considerado o "Oscar" da joalheria mundial. Dois anos depois, foi uma das vencedoras da competição, na badalada edição “The Millennium Designer”, com a gargantilha Fireworks. A peça, patrocinada pela Amsterdam Sauer, foi confeccionada pela própria designer, em trama de fios de ouro com 422 diamantes, selecionados e classificados um a um.
Bialice também foi vencedora da etapa nacional do 5ª Tahitian Pearl Trophy, com o colar pen drive "Sinfonia para Gliese: Opus,GL581C; GLIESE 581".


Na coleção Joias de Tarsila, Bialice decidiu manter-se fiel ao conceito da obra da
pintora: cores “caipiras” com pedras brasileiras, volume generoso, curvas acentuadas...

O trabalho de Bialice Duarte faz parte do livro Krystallos, publicação que traça um luxuoso panorama das joias e gemas brasileiras, lançado em 2005. Sua peça “Formosa Butterfly” integra o acervo do Gemological Institute of América Museum, na Califórnia. No evento “Boom SP Design – Fórum de Arquitetura, Design e Arte”, realizado em novembro de 2008, Bialice Duarte ministrou a palestra "Tarsila Ícone, a antropofagia no design" e apresentou o projeto “Joias de Tarsila”, inspirado na obra da pintora modernista.
Sua mais recente exposição aconteceu no Loft 88, em São Paulo, no mês de maio.


"Hoje, transformar um ícone em produto é agregar um valor muito maior que a própria imagem, é dar a oportunidade de consumo para nós ‘mortais’ mantermos ligação afetiva com a nossa cultura."

Bialice Duarte
bialiceduarte@uol.com.br

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