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A Retomada dos Negócios

Sergio Hortmann (*)





Há cerca de 30 dias atrás, em meu último artigo, estivemos abordando os recentes acontecimentos de atos terroristas nos Estados Unidos e seus desdobramentos nas relações comerciais. Na verdade, por mais que se espere que tudo se encontre em perfeita normalidade, os países de todas as partes do globo estão vivenciando uma nova ordem mundial, unindo-se para o combate ao terrorismo, estreitando novas relações comerciais e/ou sociais. Países que até muito pouco tempo se estranhavam politicamente agora já trocam apertos de mão.

Podemos e devemos tirar proveito desta situação para reverter a insegurança dos mercados mundiais. O Brasil caminha em uma direção de reconhecimento não somente pelo design brasileiro de jóias, pedras e artesanato mineral, mas como nação potencial, a ponto de ter voz ativa na próxima rodada de discussão da Organização Mundial de Comércio, a OMC. Enquanto o País luta para derrubar barreiras protecionistas a produtos agrícolas, aço e outros artigos, podemos usar deste momento para retomar as ações comerciais que, se não se interromperam totalmente após os atentados terroristas de 11 de setembro, pelo menos sentiram uma retração de mais de 50% em seus negócios, na média.

Temos design diferenciado, mão-de-obra talentosa, empresários determinados e possibilidade de planejar nossa incursão no mercado externo de forma profissional, porém não podemos deixar de lado um fator imperativo de sucesso no exterior: a formação nas empresas de uma cultura exportadora. Historicamente nunca fomos impelidos a buscar o mercado externo e sempre existiu no meio empresarial um tabu sobre a exportação, que somente pode ser revertido com informação, preparação e assimilação de cultura exportadora. Prova deste fator é que existem registros de cerca de 4 milhões de empresas nas Juntas Comerciais e somente cerca de 17.000 empresas exportadoras no Brasil. Se também historicamente o setor de pedras preciosas é exportador, o setor de produção de jóias, folheados e bijuterias ensaia agora seus passos com direção aos mercados estrangeiros.

Porém, mais do que antes, se faz necessário montar toda uma estrutura de atendimento ao cliente, sem a tola ilusão de que possuir experiência de longos anos no atendimento ao mercado nacional automaticamente conduz ao sucesso no mercado externo. Erros básicos no atendimento de pedidos, como diferenças em medidas de anéis, cor ou tonalidade de ouro, etc. demonstram a falta de preparo de quem se posta como interlocutor da empresa perante os clientes. Faz-se necessário preparar uma equipe profissional de atendimento ao mercado externo, pois da mesma forma que é preciso conhecer bem os diferentes mercados que existem dentro do nosso imenso Brasil, é também preciso se dedicar a conhecer as necessidades de nossos clientes no exterior, que representam culturas ainda mais diversas.

Quantas vezes paramos para pensar porque nossos clientes fazem pedidos tão diferentes do que estamos acostumados a produzir, ou exigem determinadas mudanças de atitudes da empresa na produção de seus artigos? Nunca é demais se lembrar que o marketing bem aplicado é sempre orientado para se satisfazer e manter o cliente. O resto é conseqüência.




(*) Sergio R. Hortmann
- Consultor em Comércio Exterior, Sócio-proprietário da AH Internacional Ltda. Assessoria e Consultoria, ministra também cursos e palestras para empresas do setor.
 

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