PÁGINA INICIAL
EMPRESAS
ENTIDADES
FEIRAS NO BRASIL
FEIRAS NO MUNDO
EXPOSIÇOES E EVENTOS
ARTIGOS
COMÉRCIO EXTERIOR
ENTREVISTAS
MANUAL DE GEMAS
CURSOS
CURIOSIDADES
JOALHERIA DE ARTE
MODA E TENDÊNCIAS
DICAS PRECIOSAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
CLASSIFICADOS
PROMOÇÕES
COTAÇÃO DO DÓLAR
ANÚNCIOS
SOBRE O JOIABR
FALE CONOSCO
::::::::::::::::::::::::::::

© Joiabr - 2000
info@joiabr.com.br

PLANEJAMENTO DA EXPORTAÇÃO

Sergio Hortmann (*)



Quando uma empresa decide iniciar suas exportações, é muito comum surgirem dúvidas sobre como dar o primeiro passo. Os pensamentos na mente do empresário quase sempre são os mesmos: tenho um bom produto, acredito em seu design, já tive mostras que poderá ser bem aceito no exterior, mas como começar?
Existem alguns procedimentos que deverão ser inicialmente seguidos para que a experiência de exportação não seja frustrada e que o sucesso advenha por planejamento e não por pura sorte e que garanta a permanência desta empresa no mercado de exportação, alguns dos quais descrevo abaixo:

Considerações sobre o produto
Qual tendência de estilo seus produtos seguem?
Qual o mercado-alvo (país específico ou região) que melhor se identifica com seus produtos?
A estratégia a ser desenvolvida para aquele mercado é massificar o produto com baixos custos ou investir em design arrojado e diferenciado?
A empresa emprega modernas tecnologias para fabricação dos produtos?
A embalagem é apropriada?
Especificações técnicas exigidas pelo mercado são seguidas?
Determinar/acompanhar ciclo de vida dos produtos para substituição no momento correto (por melhor que seja, nenhum produto de adorno é vitalício, varia de acordo com modismos, tendências, cultura e legislação do mercado-alvo – vide nota sobre este aspecto no final desta matéria).

Verificando o mercado selecionado
Levantar dados geográficos, econômicos, sociais, culturais e políticos.
Sistema de distribuição utilizado nesse mercado (agentes, representantes, venda direta, etc).
Legislação de importação.
Normas técnicas.
Concorrência local / preços.
Produtos mais comercializados.
Tendências de mercado / design.

Iniciando-se na Exportação
Estabelecer contatos diretos, feiras, rodadas de negócios, missões empresariais
Definir forma de venda e distribuição no país selecionado.
Definir como se dará a assistência técnica pós-venda.
Conhecer os termos de negociação internacional – Incoterms.
Formular o preço de exportação.
Estabelecer a embalagem de apresentação, se necessária.
Enquadrar o(s) produto(s) na NCM – Nomenclatura Comum do Mercosul, conhecendo suas restrições.
Utilizar, quando necessário, prestação de serviços especializados (consultorias em exportação, despachantes aduaneiros especializados, transportadores) e operar com bancos que possuam carteira de câmbio para troca de moedas.

O conhecimento sobre a legislação dos mercados-alvo é extremamente importante para a definição de tipos de produtos a se trabalhar nesse mercado. Cito um exemplo bem atual em relação ao uso do topázio azul (irradiado) inicialmente na França e, daqui a pouco tempo, talvez no resto da Comunidade Econômica Européia, pela igualdade de legislação comercial. A França, até o final desse ano, estabelecerá uma lei que as suas joalherias serão obrigadas a fornecer declaração por escrito ao consumidor que o topázio azul contido na jóia que está vendendo não contém resíduos de radiação. Ora, se essa joalheria não compra sua jóia com a mesma declaração fornecida pela empresa exportadora e se, por sua vez, o fornecedor das pedras também não disponibilizar essa declaração, nunca mais o topázio azul será vendido nesse mercado. Já se fala em substituição do topázio azul pela água marinha nas jóias daquele mercado, que embora seja uma pedra mais cara, não trará riscos ao vendedor. Isto exemplifica a importância da informação antecipada para o sucesso de venda na exportação.



(*) Sergio R. Hortmann
- Consultor em Comércio Exterior, Sócio-proprietário da AH Internacional Ltda. Assessoria e Consultoria, ministra também cursos e palestras para empresas do setor.
 

Artigo anterior - Próximo Artigo

Índice