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COMO FAZER DAR CERTO


Sergio Hortmann (*)





novembro / 2003

A grande discussão hoje no setor produtivo, até mesmo em outras áreas que não somente a de produção de jóias, pedras e afins, é como fazer acontecer. Sei que pontualmente, aqui ou ali, já falei diversas vezes nisso, mas vejo que as empresas continuam investindo sem retorno (ou, como costumo dizer, gastando, e não investindo, o que é literalmente diferente). Sou fervoroso defensor da profissionalização na gestão de empresas industriais ou comerciais, que não posso generalizar, mas ainda falta a muitas empresas do setor joalheiro.

O momento nunca esteve tão propício para a exportação, citando, como um dos pontos que apontam para esta tendência, a atual paridade do dólar, que apesar de ter se adequado em patamares mais realistas, ainda apresenta melhora de suas cotações em relação aos anos anteriores. Outro importante fator a ser considerado é a formação de cultura exportadora dentro do setor joalheiro, em função da preparação das empresas, iniciada pelo PSI – Programa Setorial de Apoio às Exportações de Gemas e Metais Preciosos, gerido pelo IBGM, com recursos da APEX, do qual tive o privilégio de participar em seu início. Soma-se a estes o fato do empresário do setor ser, antes de tudo, empreendedor por natureza, pois a grande maioria das empresas industriais hoje existentes surgiram de novas idéias e/ou da garra de seus fundadores.

Atualmente, pela característica de empresas familiares no setor joalheiro, está se desenrolando uma "entrega de bastão", com os filhos dos fundadores das empresas industriais assumindo posições de destaque e/ou sendo preparados para assumir em futuro breve a administração. Chamo atenção para o fato incontestável de que os tempos mudaram, também devendo mudar a filosofia das empresas, geridas ou não pela nova geração. A profissionalização na gestão das empresas não advém de diplomas de cursos superiores, que usualmente não preparam o seu proprietário para o mercado. Esta profissionalização se faz com a implementação de treinamento em gestão administrativa e operacional, envolvendo Marketing e Comércio Exterior. A contratação de profissionais para planejar ações e estratégias de Marketing para a empresa é crucial para se evitar gastar, quando a ordem do momento é investir.

Não basta planejar, mas implementar nas empresas o sistema de PDCA (Planejamento, Desenvolvimento, Checagem e Ações Corretivas). Todo planejamento deve ter a possibilidade de ser mutável e adaptável a novas situações. É muito comum a necessidade de alterar o planejamento original, com o objetivo de se corrigir rotas, durante sua fase de desenvolvimento. Assim, deve-se implantar um sistema de checagem do planejamento estratégico, para se adequar o Plano de Marketing da empresa à nova realidade.

Sua empresa segue um planejamento estratégico? Foi elaborado um Plano de Marketing para dirigir suas ações? Para a maioria das empresas, a resposta será negativa. Poucas são as empresas que estipulam budgets, implantam relatórios de checagem e corrigem suas ações. Ao contrário, continuam gastando, sem um planejamento de longo prazo, pois deve-se lembrar que os resultados em exportação são alcançados de médio a longo prazo e somente se perpetua neste mercado a empresa profissional.

Tenho visto, durante meus trabalhos, empresas totalmente desgovernadas, atirando a esmo, sem cumprir seus objetivos. Recusam-se a investir em profissionalização, com o errôneo pensamento de contenção de despesas, mas gastam com ações que nunca apresentam o resultado esperado.

As empresas brasileiras, principalmente do setor joalheiro, se deparam atualmente com diversas oportunidades comerciais, pois nosso design e criatividade está em alta cotação internacional. Somos a "bola da vez". Entretanto, é chegada a hora de parar, reavaliar as prioridades, programar os investimentos, planejar todos os passos rumo a metas pré-determinadas, implantar sistemas de gestão, enfim, profissionalizar as empresas, de modo a obterem produtividade em contrapartida aos seus investimentos.

No mercado internacional não há milagre nem sorte, somente visão empreendedora, cultura organizacional, competência e profissionalismo.



(*) Sergio R. Hortmann
- Consultor em Comércio Exterior, Sócio-proprietário da AH Internacional Ltda. Assessoria e Consultoria, ministra também cursos e palestras para empresas do setor.
 

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