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ESTUDOS DE MERCADO


Sergio Hortmann (*)





março / 2008

Na coluna de dezembro de 2005, "Caminho das Pedras", versei sobre diversas informações necessárias para se aplicar análises estratégicas na empresa e corretamente traçar os rumos a serem seguidos pela mesma. Há alguns dias, porém, tive acesso a pretensos "Estudos de Mercado", preparados para serem disponibilizados ao setor joalheiro como trunfo de informação disponível.

Tais estudos foram montados, em sua maioria, "reproduzindo" publicações elaboradas por setores comerciais de embaixadas estrangeiras sobre determinados mercados, com informações para uso nestes países e dados estatísticos e informativos voltados à sua própria realidade, para utilização por empresas e profissionais destes países. Os estudos originais, aos quais tive acesso em seus idiomas também originais, foram muito bem preparados pelas embaixadas estrangeiras, baseados em extensa bibliografia e desenvolvidos por profissionais da área de Comércio Exterior. Entretanto, atualmente estão desatualizados (a maior parte contém dados de 2003 e 2004, pois são estudos feitos em 2005), servindo somente como fonte de dados secundários dentre as disponíveis na Internet para qualquer internauta consultar sobre comércio internacional. Porém, são somente referenciais, se considerado o período de tempo decorrido.

Minha surpresa foi então descobrir recentemente a disponibilização destes diversos "Estudos de Mercado" (grifo meu) às empresas e profissionais do setor joalheiro brasileiro através da Internet. Tais pretensos "estudos" foram os resultados de "trabalhos" mal traduzidos, que continham dados estatísticos (com objetivo de trazê-los para a realidade atual) "chutados" sem nenhum embasamento, com inserções de comentários e/ou interpretações equivocados e, até mesmo, ridículos, efetuados por leigo(s), sem nenhuma formação acadêmica ou prática que seja em Comércio Exterior. Confesso que no início ri muito das "baboseiras" escritas mas, como consultor, não posso admitir o "mau trato" das informações originais. Sou um profissional com formação em Marketing e Pós-Graduação em Comércio Exterior e, como especialista no setor joalheiro há 19 anos, em exaltação ao trabalho profissional e ético, não é possível aceitar a ignorância sobrepujar a eterna necessidade de informação. É um desprezo às práticas acadêmicas de alto nível e ao rigor científico necessário a qualquer publicação.

Como qualquer setor que muito se abre a pessoas despreparadas, o joalheiro tem permitido que a disponibilização de informações seja feita sem nenhuma consciência por determinadas fontes, sem nenhum domínio do tema, com uso de informações e imagens não autorizadas e não disponíveis para "recortar e colar" e um sofrível português que faz corar uma criança em fase de alfabetização. Estamos sendo visitados por amadores, mas espero de coração que isto seja passageiro e que estes irão vender informação errada em outros sítios em breve. O setor joalheiro, em nome da ética e dos bons profissionais que possui, merece coisa melhor.

Informação de boa qualidade nunca é demais, mas quando esta é desvirtuada e a fonte não é confiável, devemos rechaçá-la com veemência. Importante é sempre podermos decidir sobre informações corretas, ou os resultados de nossas decisões podem levar as empresas ao "tombo" certeiro.



(*) Sergio R. Hortmann
- Consultor em Comércio Exterior, Marketing Empresarial e Planejamento Estratégico, Sócio-proprietário da AH Internacional Ltda. Exportação, Importação e Consultoria, ministra também cursos e palestras para empresas do setor.
 

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