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FEIRAS, EVENTOS E EXPOSIÇÕES


Sergio Hortmann (*)





março / 2006

Nos dias atuais há muitas empresas fabricantes e designers de jóias, folheados e bijuterias buscando expansão comercial através de feiras, exposições e eventos diversos no exterior. Representa, com certeza, a chance de abrir mercados e novos clientes para seus produtos, ante a curva de crescimento apresentada pelo mercado nacional, mas o sucesso de qualquer empreendimento depende sempre do profissionalismo e do correto planejamento estratégico da ação proposta.

Vamos tratar nesta coluna da necessária preparação para um evento comercial no exterior, considerando-se os principais mercados procurados pelos brasileiros e suas características básicas, legislação e exigências. Atualmente, os principais destinos procurados são países da Europa e os Estados Unidos da América. Logicamente não estou afirmando que estes são os únicos mercados a se abrir para os produtos brasileiros, mas que representam somente os mais procurados pelo setor de jóias, gemas e bijuterias.

Deve-se planejar a incursão a um mercado, independentemente do produto a ser exportado, e isto vale para calçados, vestuário, móveis, etc, tanto quanto para jóias, gemas e bijuterias. É preciso, primeiramente, se conhecer as exigências tanto do mercado, em relação à necessidade de adequação de produtos, quanto da legislação aduaneira e fiscal adotada no país em que se pretende trabalhar, bem como os canais de distribuição, costumes comerciais e formas de promoção comercial.

Conhecidas estas variáveis, deve-se formar o preço do produto para aquele mercado. Tenho ministrado cursos de Custos e Formação de Preços em diferentes locais e estou impressionado, sem querer generalizar, como de uma maneira geral as empresas não sabem formar seus preços nem para o mercado nacional, quanto mais para exportação, onde os possíveis prejuízos serão maiores e em moeda forte.

O primeiro passo para o planejamento do evento, então, será definir produtos de acordo com as exigências do mercado-alvo, o que significa uma jóia folheada a ouro sem níquel em seu banho, ou uma gema específica em uma jóia para determinado mercado, ou ainda medidas de anéis e brincos e sua forma de fecho (tarrachas, clips, etc), design específico para aquele mercado, bem como a liga do metal de acordo com a legislação vigente. Há de se ressaltar que em alguns países há um controle e certificação desta liga.

Também muito importante será a entrada no país, com a devida liberação alfandegária. Para eventos com venda em pronta entrega, os impostos de venda deverão ser considerados, pois terão de ser pagos ainda no curso da viagem. Há também o custo de despachante aduaneiro, para processar a burocracia na aduana. Para transitar na Europa, há a necessidade de obter um formulário próprio da Comunidade Européia, provando que a liberação se deu em um de seus países.

Creio nem ser preciso tecer muitos comentários sobre a imperativa necessidade de contatar potenciais clientes, com envio antecipado de convites para visita ao evento. Isto poderá representar o sucesso ou fracasso desta incursão. Em caso de dúvida, contrate um profissional especializado em mercado internacional, mas não deixe de fazê-lo.

Finalmente, é necessário não se esquecer que a empresa deve estar registrada no Radar (sistema de habilitação de empresas junto à SRF) como exportadora e importadora, para que possa retornar com mostruários ou pronta-entrega.

Dentro do necessário planejamento, há ainda diversas outras variáveis menores, mas não menos importantes, mas seria assunto para um livro e não uma coluna informativa. Minha sugestão é que se informe para garantir o sucesso de seu empreendimento e não jogar o escasso dinheiro na lata de lixo.


(*) Sergio R. Hortmann
- Consultor em Comércio Exterior, Marketing Empresarial e Planejamento Estratégico, Sócio-proprietário da AH Internacional Ltda. Exportação, Importação e Consultoria, ministra também cursos e palestras para empresas do setor.
 

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