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AS EXPORTAÇÕES E OS NOVOS TEMPOS


Sergio Hortmann (*)





maio / 2009

Passados dois trimestres após o estouro da crise internacional, em setembro de 2008, que abalou os alicerces dos setores produtivos, comércio e serviços em todo o mundo, já é possível visualizar suas consequências e os novos cenários globais. Em se tratando das exportações brasileiras, a análise pós-crise demonstra quão versáteis e ao mesmo tempo instáveis são os mercados.

Os Estados Unidos da América figuraram durante muitos anos como o primeiro colocado nas compras de produtos brasileiros. Agora, depois da primeira onda sentida pela crise internacional, as exportações brasileiras passaram a ter a República Popular da China como principal destino. As razões para a mudança de cenário podem ser resumidas em queda do consumo doméstico norte-americano e a manutenção de paridade vantajosa da moeda chinesa em relação ao dólar e outras moedas, garantindo assim um aumento de competitividade do país asiático. Em relação à atual paridade das moedas, analistas insistem em avisar que as taxas estão completamente artificiais, mas em época de crise este fator influenciou diretamente o comportamento da economia chinesa, que já deixou de diminuir neste último trimestre e demonstra sinais de reversão.

As exportações brasileiras para a China, no primeiro trimestre de 2009, somaram US$3,4 bilhões, de acordo com as estatísticas do MDIC, com um crescimento de 62,67% em valor sobre o mesmo período de 2008 (ainda antes do início da crise) e ultrapassaram as vendas para os Estados Unidos, até então maior comprador de produtos brasileiros, posição que defendeu durante décadas.

A explicação para tal fato reside nas ações tomadas pelo governo chinês para aliviar o impacto da crise naquele país, pois enquanto no Brasil a taxa de juros Selic demorou 6 meses para iniciar movimento de redução, atualmente em 10,25% (desde a última reunião do Copom em 29/04, o que coloca a taxa real perto dos 5% ao ano), na China esta mesma taxa é negativa em 0,5%, fomentando negócios e consumo. Somente no primeiro trimestre de 2009 a economia chinesa cresceu 6,1% - menor que o patamar anterior, mas muito em relação às economias européias, que tiveram crescimento negativo e ainda expressivo se compararmos com os indicadores brasileiros, mesmo se considerarmos que a crise não foi aqui tão profundamente sentida quanto em outros mercados.

Face aos dados aqui apresentados, é necessário que os empresários brasileiros passem a olhar de maneira menos desconfiada quando se trata de comercializar com chineses, passem a considerar parcerias comerciais fortes e duradouras e que deêm atenção especial a toda a Ásia, pois estes países irão formatar a nova economia para as próximas décadas.



(*) Sergio R. Hortmann
- Consultor em Comércio Exterior, Marketing Empresarial e Planejamento Estratégico, Sócio-proprietário da AH Internacional Ltda. Exportação, Importação e Consultoria, ministra também cursos e palestras para empresas do setor.
 

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