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EXPORTAÇÃO DE JÓIAS PARA EVENTOS


Sergio Hortmann (*)





julho / 2005

O Brasil segue embalado pela nova ordem brasileira do crescimento, as exportações. De acordo com a OMC - Organização Mundial do Comércio, enquanto a média mundial de crescimento das vendas de 2005 se encontra no patamar de 14%, em relação ao mesmo período do ano passado, as vendas brasileiras para o exterior cresceram 25,7%, contra 11,9% na União Européia e 8,9% nos Estados Unidos. Mesmo com a forte valorização da moeda brasileira frente ao dólar e até mesmo do euro e da libra esterlina, as exportações ainda não mostraram sinais de recuo, o que se espera para o segundo semestre deste ano.

O impacto desta valorização do real em relação ao dólar é sentido pelas indústrias fabricantes de jóias de forma mais amena que os outros tipos de manufaturados, pelo fato dos principais insumos - metais e gemas - serem também dolarizados, forçando assim a retração do custo industrial em moeda nacional, comparado com o mesmo período do ano passado. Entretanto, os demais custos fixos e variáveis das indústrias têm agora um peso maior que antes na composição do preço de venda em reais. Perdemos competitividade em nossa mão-de-obra, já encarecida pelo baixo índice de produtividade brasileiro, em comparação com seus pares europeus, indianos e asiáticos, já que atualmente dividimos nosso custo em reais por uma taxa muito menor, resultando em valores em dólar superiores aos anteriormente praticados.

Mesmo considerado tudo isto, o volume de exportações brasileiras nos coloca em 25° lugar no ranking mundial, com uma participação no comércio internacional de apenas 1,1% (fonte: OMC). Este é um resultado muito modesto, tendo em vista a enorme riqueza de recursos que o Brasil possui e a ociosidade de suas indústrias. O que nos falta, então, para atingir volumes mais expressivos? Tomo a liberdade de externar minha opinião, sem a intenção de ser o dono da verdade, mas pela experiência internacional e conhecimento de grande parte do mercado produtor joalheiro, tanto no atacado como no varejo: audácia, planejamento e profissionalismo. Ser audaz é uma das virtudes do brasileiro, mas se não for precedido de um bom planejamento, não haverá o essencial profissionalismo. Seremos, então, eternos lanterninhas.

A exportação não permite informalidade e os erros custam caro. Já aconteceram fatos em exposições de jóias no exterior, em países onde a checagem do teor do ouro é necessária para a liberação alfandegária, quando foram descobertas ligas com teores inferiores ao declarado, em meio a outras produzidas dentro das normas. Existem diversos países europeus em que predomina a mesma regra. Na França, por exemplo, toda jóia em ouro (destinada à venda) é encaminhada para um laboratório pertencente à alfândega francesa e é contrastada com um símbolo que comprova a declarada liga de ouro. Este símbolo é checado pelo comprador e atesta que a peça se encontra de acordo com as normas francesas. Sem esta certificação, a peça não pode ser vendida. Podem agora compreender porque citei que a audácia de se participar de uma exposição no exterior só vale se for acompanhada de planejamento?

Falar de planejamento inclui não somente a escolha do local de exposição, seleção do público-alvo e boa divulgação, mas a responsabilidade e conhecimento técnico da organização e também da preparação da exportação e do desembaraço, tanto no país estrangeiro quanto no retorno das peças não vendidas. Deve-se ter cuidado para não expor os participantes a situações embaraçosas ou ilegais, tanto no Brasil quanto no exterior.


(*) Sergio R. Hortmann
- Consultor em Comércio Exterior e Marketing Empresarial, Sócio-proprietário da AH Internacional Ltda. Exportação, Importação e Consultoria, ministra também cursos e palestras para empresas do setor.
 

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