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A CONSULTORIA EM COMÉRCIO EXTERIOR


Sergio Hortmann (*)





Algumas empresas do setor joalheiro que já exportam e outras que querem iniciar suas atividades nesta área já entenderam que seus níveis de competitividade no exterior são definidos não só pelo design diferenciado, qualidade no acabamento dos produtos, preços atrativos e capacidade produtiva, mas também pelo conhecimento profundo e utilização correta dos mecanismos legais e burocráticos de comércio exterior, como ferramenta para ganhar mercados e se manter neles. Assim, a contratação de serviços de consultoria faz parte do mecanismo de redução de custos e crescimento da empresa, assim como é feita a contratação de um funcionário como parte de seu quadro.

A partir do momento em que as empresas precisam exportar seus produtos de maneira eficiente, rápida e sem riscos de falhas e problemas futuros (principalmente com a fiscalização da Secretaria da Receita Federal, que pode ser feita pelo período de 5 anos, a partir da data da operação de exportação), faz-se necessidade de implementação de um completo processo de consultoria em comércio exterior.

A consultoria deve ser considerada como uma das primeiras atividades que criam as estruturas básicas para o desenvolvimento do restante das transações comerciais. Nessa etapa, deve ser feito um diagnóstico da situação da empresa, de forma a definir os procedimentos necessários para otimizar todo o fluxo operacional, sem riscos e com profissionalismo. A otimização destes procedimentos será sentida pelo cliente final, que obterá suas mercadorias em um menor prazo e de forma mais eficiente. É também uma forma de cativar e manter o seu cliente estrangeiro.

Alguns empresários pensam na consultoria somente como forma de abrir mercados e vender produtos, mas se esquecem que um fluxograma eficaz na exportação trará economia à empresa. Muitas vezes, com a caixa da empresa baixo, é difícil poder dominar a ansiedade de se iniciar as vendas no exterior. Lembro que a exportação não é tapa-buraco e nem tábua de salvação para nenhuma empresa. O processo de exportação requer paciência e, principalmente, investimentos, pois haverão custos com a adequação de produtos já existentes, pesquisas e testes de mercado, desenvolvimento de novos produtos, viagens e, como todo processo comercial que se inicia, tempo para maturação. Errado se pensar que uma empresa, somente por ter produtos que poderão ter aceitação no exterior está pronta para vender e se manter no mercado. Muitas vezes, estas empresas não podem nem mesmo dar um prazo para pagamento ao seu cliente estrangeiro, ao passo que no mercado nacional isto é prática rotineira.

Abrir mercado no exterior é somente a conseqüência do trabalho ideal de consultoria. É necessário se implantar um processo de formação de cultura exportadora dentro da empresa e esta não está limitada somente ao diretor, como também a todos os colaboradores internos e terceirizados. Querer pular etapas é atropelar seu mercado e resultará em uma entrada desastrosa no mercado externo. A empresa descobrirá, então, que gastou muito dinheiro e os resultados não foram os esperados. O correto investimento reduz custos na exportação e garante fidelização de clientes. O investimento em consultoria, então, passa a ser facilmente pagável.

Importante lembrar sempre que o sucesso das ações de uma empresa junto aos seus clientes nunca serão lembrados por este, mas os erros cometidos estarão gravados para sempre em suas memórias. Como diz a velha máxima, evitar erros é melhor que remediá-los.



(*) Sergio R. Hortmann
- Consultor em Comércio Exterior, Sócio-proprietário da AH Internacional Ltda. Assessoria e Consultoria, ministra também cursos e palestras para empresas do setor.
 

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