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O ANO QUE PASSOU...


Sergio Hortmann (*)





janeiro / 2008

O ano de 2007 foi marcado pelo congestionamento de cargas nos portos e aeroportos, escassez de navios e espaço livre em cargueiros aéreos, pagamento de muita armazenagem, demurrage e detention de contêineres pela demora na liberação alfandegária, greve de fiscalizações estaduais, greve de funcionários do Ministério da Agricultura, letargia nas vistorias do Ibama, causando enormes prejuízos financeiros aos exportadores e quebra de contratos por perda do prazo de entrega, impossível de se cumprir quando se depende de fiscais federais que deveriam apenas fazer seu trabalho. Porém, sem generalizar, há muitos servidores federais comprometidos com a qualidade de seu trabalho. Chega! Não vou mais reclamar! Aqui estou somente listando alguns dos inúmeros problemas que nós, profissionais do Comércio Exterior, temos enfrentado no dia-a-dia por falta de infraestrutura, mas também devemos admitir que este foi um ano de muito trabalho e boa lucratividade, devido principalmente aos produtos importados.

Enquanto as exportações brasileiras de manufaturados em geral neste ano foram mais reduzidas ou, no mínimo, estáveis, em relação a 2006, não podemos dizer o mesmo das importações, que vêm crescendo em ritmo forte, devido grande parte à desvalorização do dólar frente ao real, barateando as aquisições no exterior. Há até casos, ainda mais se tomamos o setor de gemas, de empresas transferindo sua produção para a China, para baratear a mão-de-obra. O mesmo motivo também leva as empresas exportadoras a reduzir ou perder a competitividade frente aos concorrentes fortes, países que já fizeram sua lição de casa para que se encontrassem em condições de competir no mercado internacional.

Para o ano de 2008, os Correios anunciarão novas formas de utilização do Exporta Fácil, como a possibilidade de se despachar cargas marítimas (com peso e volume maiores que os atuais) de forma consolidada, a exemplo do que acontece hoje com agentes de carga privados, que dividem o espaço de seus contêineres com vários tipos de cargas, o tecnicamente chamado de embarque LCL. Também há empresas do setor joalheiro que estão se dedicando a novos projetos, com expectativa interessante de geração de negócios.

Então, que venha 2008, com muitas vendas de exportação e muita carga de importação. Que as empresas exportadoras possam voltar a programar entregas, trabalhar com o necessário profissionalismo, planejar suas ações e não apagar fogo, pois pelo menos para isso podemos contar com os bombeiros. Desejo a todos os meus queridos leitores um excelente 2008, com muitos negócios lucrativos e energia para empreender pelos caminhos deste enorme planeta.



(*) Sergio R. Hortmann
- Consultor em Comércio Exterior, Marketing Empresarial e Planejamento Estratégico, Sócio-proprietário da AH Internacional Ltda. Exportação, Importação e Consultoria, ministra também cursos e palestras para empresas do setor.
 

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