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LEVANTAMENTO DE DADOS
SECUNDÁRIOS NA PESQUISA



Sergio Hortmann (*)





janeiro / 2006

Na coluna do mês passado, me referi à necessidade de apoiar as decisões da empresa e seu planejamento estratégico em um prévio levantamento de informações, de modo a dirigir suas ações sem erros e no caminho certo. Como também disse, a obtenção destas informações poderá ser efetuada através de dados primários ou secundários. Deve-se definir, primeiramente, para orientar a forma de pesquisa, se há necessidade de dados qualitativos ou quantitativos, já que a mistura dos dois em um único levantamento de dados poderá confundir os resultados. Se houver a necessidade, então, de ambos os tipos de dados, dirija sua pesquisa separadamente para não perder o direcionamento.

Também na coluna anterior disse que iríamos tratar nesta de formas de obtenção de dados secundários, ou seja, aqueles que já foram previamente levantados por outros e que se encontram disponíveis de alguma forma. Existem diversas formas de obtenção de dados secundários, quer seja através da Internet, em livros técnicos, dissertações de especialização, mestrado ou doutorado, colunas técnicas especializadas em revistas, sites e jornais, etc. As opções são muitas e o leitor não poderá dizer que não há disponibilidade de material. Poderá acontecer de determinados dados não possuírem a necessária profundidade ou especificidade requerida, mas ainda assim será uma orientação inicial e enriquecerá a pesquisa

Uma das fontes que utilizo freqüentemente para buscar informações técnicas são as bibliotecas, principalmente aquelas de faculdades com cursos voltados aos assuntos que me interessa, pois certamente haverá grande disponibilidade de literatura sobre o tema. Outra fonte de dados secundários disponível, não menos importante e não necessariamente nesta ordem, são sites especializados da Internet, os quais indicarei mais abaixo.

Dependendo dos objetivos de nossa pesquisa, devemos definir o nível de aprofundamento das informações e saber, então, onde buscá-las. Se desejo saber com profundidade sobre a rede neural no comércio exterior brasileiro, não vou obter tal informação em jornais ou revistas e sim em dissertações de mestrado ou doutorado. Na mesma linha de raciocínio, caso necessite obter endereços de representações diplomáticas do Brasil no exterior, não recorrerei a sites generalizados e nem a dissertações, como acima dito.

É preciso, antes de tudo, definir o problema da pesquisa (o que se busca resolver com a pesquisa) e seus objetivos, para decidir onde buscar as informações e com qual profundidade. Sem estas orientações iniciais, a pesquisa poderá não ser efetuada com a objetividade necessária.

Poucos conhecem uma importante fonte de informação gratuita e disponível, com dezenas de dissertações de especialização, mestrado e doutorado, disponibilizadas por entidades de ensino através do Centro CAPES. Através do site www.capes.gov.br, pode-se acessar, no link Serviços/Banco de Teses, dissertações sobre temas variadíssimos, alguns deles certamente relacionados à pesquisa que o leitor deseja desenvolver.

Outras fontes importantes de informação na Internet são os sites oficiais dos ministérios que dizem respeito ao Comércio Exterior, ou seja, Ministério da Fazenda/Secretaria da Receita Federal - MF/SRF, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC e sua Secretaria de Comércio Exterior - SECEX, Ministério das Relações Exteriores - MRE, Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT e Banco Central do Brasil - BACEN (para assuntos cambiais). Tais sites abordam temas específicos de suas competências, muito úteis às pesquisas relacionadas ao Comércio Exterior. Abaixo listo alguns endereços para facilitar as buscas:

- www.receita.fazenda.gov.br, seção "Aduana e Comércio Exterior", inclui as legislações da SRF sobre o comércio exterior, o Siscomex on line e outras informações;

- www.desenvolvimento.gov.br, seção "Comércio Exterior" e sub-seção "Produtos e Serviços", sendo esta última uma compilação de outros sites e programas mantidos por este ministério, cada qual com seus objetivos específicos. Através deste site geral, pode-se acessar outros serviços disponibilizados pelo MDIC, tais como o "Portal do Exportador", que disponibiliza informações diversas, como tarifas e normas de países importadores, balança comercial, legislação diversa sobre o comércio exterior, incluindo aí as normas administrativas de exportação da SECEX, acordos comerciais, estatísticas e muito mais. No site "Vitrine do Exportador", a empresa brasileira poderá construir sua vitrine para mostrar gratuitamente seus produtos e serviços. O "AliceWeb" é um site de estatísticas sobre o comércio exterior (necessário se cadastrar). O site "Radar Comercial" ajuda o usuário a escolher o mercado-alvo, através de disponibilização de informações sobre os diversos mercados e produtos. Há ainda o site da "Redeagentes", uma rede de agentes de comércio exterior, da qual inclusive o autor desta coluna faz parte, mantida pela SECEX - Secretaria de Comércio Exterior, o qual poderá ser acessado pelo endereço www.redeagentes.gov.br, a qual se presta a ajudar pequenas empresas ou empreendedores na inserção no mercado internacional. Existem mais de 2.000 agentes espalhados por diversos estados e municípios brasileiros, à disposição dos exportadores. Basta acessar o estado de interesse e a relação dos agentes, separados por municípios, se apresentará;

- www.mre.gov.br, onde no link "Promoção Comercial" se acessa o site específico do "BrazilTradeNet", um portal de informação sobre importadores estrangeiros, oportunidades comerciais e centenas de pesquisas de mercado efetuadas pelas representações diplomáticas do Brasil no exterior, para diversos produtos. No site do MRE pode-se também obter o endereço de todos os consulados do Brasil, onde o exportador poderá buscar ajuda dos SECOM (Setor de Promoção Comercial), setor existente em todos os consulados-gerais do Brasil no exterior para a viabilização de eventos, levantamento de informações, ajuda em contatos com importadores, agendamento de reuniões, etc;

- www.mct.gov.br, com a legislação de propriedade intelectual e www.inmetro.gov.br, site do Inmetro, órgão vinculado ao MCT, o qual disponibiliza barreiras técnicas a produtos;

- www.bacen.gov.br, para informações de natureza cambial.

O Portal Jóia br (www.joiabr.com.br) traz informações específicas sobre o setor joalheiro brasileiro, sendo o maior portal especializado da América do Sul e referência nacional e internacional sobre jóias, pedras preciosas, artesanato mineral, bijuterias e relógios.

Existem ainda outras fontes de informação, para se pesquisar sobre o comércio internacional e munir o pesquisador de dados secundários. Basta digitar o termo que se pretende pesquisar em qualquer mecanismo de busca da Internet, tais como o Google (www.google.com.br) ou o Yahoo (www.yahoo.com.br) e diversos outros. O que não se pode admitir é errar por falta de informação, pois esta se encontra abundantemente disponível para aquelas empresas que desejam acertar sempre.



(*) Sergio R. Hortmann
- Consultor em Comércio Exterior, Marketing Empresarial e Planejamento Estratégico, Sócio-proprietário da AH Internacional Ltda. Exportação, Importação e Consultoria, ministra também cursos e palestras para empresas do setor.
 

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