PÁGINA INICIAL
EMPRESAS
ENTIDADES
FEIRAS NO BRASIL
FEIRAS NO MUNDO
EXPOSIÇOES E EVENTOS
ARTIGOS
COMÉRCIO EXTERIOR
ENTREVISTAS
MANUAL DE GEMAS
CURSOS
CURIOSIDADES
JOALHERIA DE ARTE
MODA E TENDÊNCIAS
DICAS PRECIOSAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
CLASSIFICADOS
PROMOÇÕES
COTAÇÃO DO DÓLAR
ANÚNCIOS
SOBRE O JOIABR
FALE CONOSCO
::::::::::::::::::::::::::::

© Joiabr - 2000
info@joiabr.com.br

FORMAÇÃO DO PREÇO DE EXPORTAÇÃO

Sergio Hortmann (*)



Os cálculos para formação de preços de produtos a serem exportados muitas vezes representam equação que precisa ser analisada cuidadosamente, quando a empresa decide atuar na venda ao exterior ou decide pesquisar novos mercados.

Além dos custos normais no mercado interno, com exceção dos impostos que sofrem isenção ou não incidência, estão envolvidos outros fatores e estratégias relativas ao mercado que se deseja atingir. A competitividade e o controle de preços no mercado internacional constituem um desafio a ser vencido com paciência e persistência. A produtividade e a qualidade, bem como as condições de pagamento e entrega, são barreiras constantes que devem ser ultrapassadas, tanto na produção como nas condições de venda.

As margens de lucro dependem das condições de competitividade do mercado e da aceitação e procura do produto a ser exportado. Na prática, a base é sempre o preço de venda no mercado interno, subtraindo-se e adicionando-se alguns itens.

É aconselhável elaborar uma planilha de custos do produto, podendo-se adotar o seguinte procedimento básico: Calculado o preço FOB ou FCA para exportação, deve-se analisar se o preço encontrado é o ideal diante do que o mercado internacional ou seu mercado-alvo está praticando. Quando, nesta análise, o preço estiver aquém do mercado, pode ser aumentada a margem de lucro. Estando o preço além, deve-se decidir por diminuir custos.

O procedimento ideal para a formação do preço de exportação é o levantamento do custo de fabricação da mercadoria, feito item por item, somando-se os custos fixos e os variáveis para cada caso. Como custo fixo entende-se aluguel de imóvel, despesas administrativas, mão-de-obra indireta, depreciação de maquinário, etc., ou seja, todo custo que existirá sempre que houver ou não produção. Custos variáveis são aqueles que são contabilizados de acordo com o volume de produção, tais como matérias-primas, mão-de-obra direta, materiais de apoio à produção, luz, água, etc. Deve-se também somar os custos específicos de exportação, tais como embalagens especiais, despachantes aduaneiros, taxas portuárias ou aeroportuárias, transporte até o porto ou aeroporto, seguros, corretoras de câmbio, etc.

Existem ainda alguns custos a serem considerados, tais como as viagens internacionais para prospecção de mercado ou para desenvolvimento de tecnologia, depreciação do maquinário, riscos cambiais (variações de moeda), investimentos em melhorias da produtividade, além de outros específicos a cada empresa.

Somente após formado o preço de exportação de suas mercadorias, a empresa estará apta, então, a efetuar uma pesquisa de mercado para seu produto. De nada adianta saber que determinado produto pode ser colocado em um determinado mercado, se seu custo é exageradamente alto para fazer frente aos concorrentes naquele mercado.



(*) Sergio R. Hortmann
- Consultor em Comércio Exterior, Sócio-proprietário da AH Internacional Ltda. Assessoria e Consultoria, ministra também cursos e palestras para empresas do setor.
 

Próximo artigo / Artigo anterior

Índice