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COMÉRCIO MUNDIAL


Sergio Hortmann (*)





fevereiro / 2005

Segundo o jornal “O Estado de São Paulo”, a previsão da ONU para o crescimento do comércio mundial é de 8% para 2005. Se avaliarmos este número frente ao desempenho de 10,6% em 2004, podemos constatar que a previsão é pessimista, em relação ao ano passado, mas na verdade é realista, se analisarmos as causas e efeitos. Esta queda acompanha o desempenho do PIB mundial.

Se tomarmos os números da China, o maior dos países emergentes, este ano suas exportações crescerão apenas 19,5%, em detrimento ao ano de 2004, as quais aumentaram 32%. Já suas importações crescerão 22,5%, apresentando pela primeira vez na história deste país um déficit na balança comercial.

Se por um lado a desvalorização do dólar norte-americano, em comparação às principais moedas fortes mundiais, traz uma oportunidade de renovação dos parques industriais, pela facilitação da importação, diminui em contrapartida a competitividade dos exportadores. O leitor poderá questionar: mas se estimula a importação, por que os exportadores não se sentem satisfeitos pelo aumento da demanda de importação? O que comanda o aumento das exportações atualmente são as commodities, ou produtos primários, além do setor de bens de capital, que sofre oscilação direta da flutuação do dólar. Estes sim, sentem diretamente as desvalorizações e promovem aumentos até mesmo de produção. Aí inicia-se um círculo vicioso: inunda-se o mercado com determinado produto e o preço cai novamente, anulando sua competitividade.

E os manufaturados? Como a maioria dos investimentos são sempre direcionados à produção de bens primários, e esta é uma característica do mercado brasileiro, que aos poucos começa a mudar. Os produtos manufaturados carecem de subsídios, financiamentos governamentais a juros internacionais, matéria-prima cara e com alto agregado de impostos, inchando demasiadamente o custo final dos produtos e desestimulando a exportação. No dia em que tivermos realmente uma política industrial voltada à exportação, como acontece na maioria dos países de economias estabilizadas, poderemos deixar de exportar impostos e dizer, sim, que o Brasil tem um custo de produção baixo e poderemos investir na produção, pois seremos altamente competitivos.

Escuto muito dizer que o Brasil tem mão-de-obra barata. Entretanto, este fator é anulado em muitos casos pela alta carga de impostos embutida em nossos produtos de exportação e pelo custo do capital de giro, a juros (oficiais) de 19% da famigerada taxa Selic. Poderíamos vender muitas vezes mais se a exportação fosse realmente desonerada, em toda a sua cadeia produtiva. Não seríamos o País dos US$100 bilhões de exportação, mas seguramente o país dos US$500 bilhões.

Para crescer nossas exportações, então, sem esperar que o Governo possa tomar medidas eficazes, devemos produzir da forma que ninguém produz. Produtos únicos e com alto diferencial poderão passar por cima de todos estes aspectos e fazer parte do pequeno, mas ainda previsto, crescimento do comércio mundial.



(*) Sergio R. Hortmann
- Consultor em Comércio Exterior e Marketing Empresarial, Sócio-proprietário da AH Internacional Ltda. Exportação, Importação e Consultoria, ministra também cursos e palestras para empresas do setor.
 

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