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EXPORTAÇÃO DE JÓIAS, PEDRAS PRECIOSAS E ARTESANATO MINERAL

Sergio Hortmann (*)



Quando fui convidado a escrever esta coluna, que estará disponível mensalmente a partir desta data, fiquei muito feliz por ter a oportunidade de comentar sobre assuntos que compõem minha atividade diária já há alguns anos: a exportação de jóias, pedras preciosas e artesanato mineral. Estarei participando a todos os leitores as minhas experiências e estudos sobre as atividades de planejamento estratégico, práticas operacionais e promoção comercial na exportação de artigos do setor.

Exportação não é mais um "tapa-buraco", ou a possibilidade de colocação de excedente de produção ou ainda a salvação para déficits de caixa de uma empresa. Exportar passou a ser um ato cotidiano do setor de jóias, pedras preciosas e artesanato mineral, planejado e com crescimento gradual. A cada dia, surgem novas empresas exportadoras, desde pequenas oficinas a grandes produtores.

Os números divulgados pela balança comercial brasileira indicam que o setor tem enorme potencial de crescimento na pauta de exportações brasileiras e vem, ano a ano, tomando vulto. As empresas do setor não podem mais permanecer imóveis e acomodadas, quando o mercado de exportação se apresenta tão favorável aos produtos brasileiros.

Fatores determinantes de competitividade, tais como design, preço, custo de mão-de-obra, qualidade e produtividade e a aplicação de alta tecnologia de fabricação, hoje disponível a qualquer empresa, fazem com que as jóias brasileiras se equiparem ou ultrapassem em competitividade àquelas produzidas por mercados tradicionais, tais como Itália, Hong Kong, Tailândia e Índia.

O design brasileiro passou a ser respeitosamente reconhecido em outros mercados, importadores estrangeiros tradicionais já demonstram interesse pelo produto brasileiro e buscam parceiros comerciais entre empresas aqui sediadas. Tamanha tem sido a aceitação do design brasileiro que, em alguns casos, o fator preço passou a ser secundário, tendo os importadores como principal prioridade adquirir produtos que satisfaçam a busca constante do mercado por novos produtos. Poderíamos dizer que "é como fazer a mesma coisa de maneira diferente".

Tão importante quanto transpor fronteiras é fazê-lo de modo planejado. As empresas que pretendem ganhar novos mercados ou mesmo aumentar sua participação em determinado(s) mercado(s)-alvo devem programar suas atividades. Antes de ser exportador, deve-se ser profissional e abandonar práticas amadorescas. Para iniciar suas atividades comerciais em qualquer mercado, faz-se necessário antecipadamente obter informações sobre o mesmo, para tanto listo abaixo as principais:

  1. Como atuam as empresas concorrentes naquele mercado;
  2. Quais são as práticas comerciais e financeiras adotadas por importadores, comerciantes/atacadistas e consumidores finais;
  3. Legislação de importação e comércio interno;
  4. Fatores culturais e educacionais da população;
  5. Fatores demográficos;
  6. Regime político;
  7. Restrições, barreiras alfandegárias e não-alfandegárias e/ou tradições de consumo (como por exemplo teor de liga de ouro ou cores com significados especiais);
  8. Fatores econômicos;
  9. Riscos cambiais.

Deve-se buscar pesquisas de mercado já realizadas por algumas representações diplomáticas do Brasil no exterior, através de seu SECOM (Setor de Promoção Comercial), ou nas associações ou sindicatos da classe joalheira de seu estado ou ainda junto ao Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos – IBGM, com sede em Brasília e escritório em São Paulo.

(*) Sergio R. Hortmann - Consultor em Comércio Exterior, Sócio-proprietário da AH Internacional Ltda. Assessoria e Consultoria, ministra também cursos e palestras para empresas do setor.
 
 

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