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ERROS QUE DIFICULTAM EXPORTAÇÕES


Sergio Hortmann (*)





É inegável que a informação correta, antecipada ou na hora exata e bem utilizada é a maior arma que possui um profissional de Comércio Exterior hoje em dia. Como profissional atuante na identificação das práticas e suas corretas aplicações no comércio internacional do setor de jóias e pedras preciosas há cerca de 14 anos, além de exercer a prática da consultoria de exportação para empresas exportadoras do ramo, sou sempre procurado por diversas entidades e empresas quando o tema é polêmico e afeta o dia-a-dia das empresas.

Recebi, no dia 23 de agosto passado, uma comunicação do presidente da CODACA – Associação das Comissárias de Despacho Aduaneiro de Minas Gerais, sobre a desativação, a partir de 1 de setembro, do vôo de conexão internacional (vôo RG8819) que a VARIG mantinha em operação. Tal conexão partia da área de embarque internacional do aeroporto de Cumbica e, sempre lotado, juntava todos os passageiros que deveriam desembarcar em Belo Horizonte, possibilitando a estes a declaração de suas bagagens na Alfândega do Aeroporto de Confins.

Tal medida representará uma enorme dificuldade para os exportadores do setor de pedras preciosas e jóias, principalmente se levarmos em conta que a esmagadora maioria de empresas exportadoras de pedras preciosas e jóias partem de Belo Horizonte e deveriam também retornar por esta cidade. Provavelmente a solução para esta dificuldade será a migração total destes passageiros para utilização da empresa American Airlines, que mantém seu vôo direto de New York e Miami com destino a Confins. Mesmo com destino Europa ou outro continente, caso a VARIG não reveja sua errônea, impensada e unilateral medida, o passageiro poderá embarcar pela empresa concorrente e tomar conexões que partam dos estados Unidos para outros continentes. Logicamente esta medida resultará em maior tempo de viagem e conexões, mas resolverá a total impossibilidade de se declarar produtos retornados de uma exportação em consignação no aeroporto de São Paulo.

Todas as empresas exportadoras mineiras souberam ou já experimentaram declarar produtos na alfândega do aeroporto de São Paulo, com prazos de retenção das mercadorias de 30 a 60 dias para liberação. Estes prazos inviabilizam totalmente a utilização desta rota.

Caso a VARIG insista em transformar esta importante conexão internacional em vôo doméstico, sem ouvir as partes interessadas, terá um avião decolando com menos da metade de seus assentos ocupados, pois a parada na alfândega de São Paulo, mesmo para quem não tem bagagens a declarar, tem levado à perda da conexão, tendo que permanecer muitas vezes um dia inteiro no aeroporto, para tomar outro vôo.

Com toda a certeza esta medida da VARIG agradará somente à concorrente American Airlines, que passará a absorver quase todos os passageiros do setor de exportação de pedras preciosas e jóias, sediados nos pólos exportadores de Teófilo Otoni, Governador Valadares e Belo Horizonte, além de outras cidades do Estado de Minas Gerais.



(*) Sergio R. Hortmann
- Consultor em Comércio Exterior, Sócio-proprietário da AH Internacional Ltda. Assessoria e Consultoria, ministra também cursos e palestras para empresas do setor.
 

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