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A GUERRA DO MERCADO


Sergio Hortmann (*)





Tempos difíceis, guerra sem estratégias. Não falo somente da Guerra EUA x Iraque, mas também da guerra do mercado retraído, impulsionado pelas incertezas econômicas mundiais.

A tenacidade dos norte-americanos, causada não por medo de futuros ataques terroristas ou da derrubada do ditador Saddam Hussein, mas certamente por interesses financeiros no controle do fornecimento de petróleo do Oriente Médio, passou por cima da suprema decisão da ONU, negativas de apoio de Governos de diversos países, sem falar das manifestações pela paz espalhadas por todo o mundo. Mr. Bush e Mr. Blair já admitiram que não esperavam encontrar dificuldades, mas que não será fácil sua empreitada.

Baseado nessas considerações, podemos concluir que haverá a necessidade de preparação para outra guerra, a que se seguirá no campo comercial. Gostaria de me ater a uma análise sobre efeitos do duelo militar no comércio mundial, e mais particularmente nos EUA, nosso maior mercado consumidor no exterior.

Há uma expectativa ansiosa a respeito dos resultados da Feira de Basel, na Suíça, que se inicia esta semana. Primeiramente, por conhecimento do mercado europeu, tenho a convicção de que a divisão da feira em duas cidades diferentes, Basel e Zurique, trará também a redução dos visitantes, já que nem todos estarão dispostos a se dividir entre dois locais diferentes de exposição, devo torcer para que eu esteja errado. Se também considerarmos o fato de que as grandes, tradicionais e antigas empresas expositoras permanecerão todas em Basel, serão poucos que se atreverão em "perder" seu tempo indo a Zurique, quanto mais se considerarmos o aspecto tradicional do comprador europeu. Segundo, não se sabe como a guerra está afetando as economias européias, já que existem aliados deste continente e até boicotes a produtos norte-americanos e vice-versa. Isto pode ampliar nossa base de clientes, como também estancar o mercado em geral.

Por sua vez, no final do próximo mês de maio, na JCK Las Vegas, nos EUA, com a mudança do pavilhão brasileiro de um salão isolado para o Grand Hall da feira, há uma grande possibilidade de sucesso das empresas expositoras. Analisando-se atualmente o mercado americano pelo aspecto da guerra com o Iraque, podemos encontrá-lo extremamente desabastecido, devido ao enorme período de tempo em que se especulou sobre a possibilidade da invasão ocorrer, gerando incertezas em toda a população. Também se avaliarmos os boicotes a certos produtos europeus de determinadas origens, poderemos nos beneficiar em nossas exportações. Ainda não se sabe o que o futuro reserva para o mercado norte-americano, mas com um custo de US$75 bilhões por mês com a guerra e com um corte de gastos com a área social, recentemente alardeado pelo Governo dos Estados Unidos, logicamente haverá algum efeito no pós-guerra, qualquer que seja seu resultado.

Com estas considerações, logicamente o mercado será afetado de uma maneira geral, mas o povo norte-americano não deixará de consumir, pois sempre foram excelentes compradores de tudo (devemos lembrar que são os maiores defensores do capitalismo). O que devemos analisar é que tipo de produto e de que forma passarão a consumir. Talvez seja hora de rever estratégias, se preparar para outra guerra, a do mercado. Logicamente não somos os únicos vendedores de produtos para os Estados Unidos. Assim, haverá um movimento de revisão de valores por parte do consumidor e de planejamento de novas estratégias por parte dos vendedores. Hora de se preparar para as próximas batalhas. Aquela com o mercado, muito mais difícil que uma ação militar.



(*) Sergio R. Hortmann
- Consultor em Comércio Exterior, Sócio-proprietário da AH Internacional Ltda. Assessoria e Consultoria, ministra também cursos e palestras para empresas do setor.
 

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