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FUNDIÇÃO VERSUS FUNDIÇÃO


*Ronaldo Freesz



Quando se pensa  em fundição, o que vem à nossa mente é a imagem de metal líquido sendo vertido em um molde. A imagem é correta e fundição é exatamente isto: transformar metais ou outros materiais que estão em estado sólido para líquido que será vertido sobre um molde previamente preparado.

Em joalheria, temos duas fundições diferentes com os mesmos princípios. Uma refere-se à fusão de ligas e, a outra, à fusão para reprodução em larga escala de produção. Como base para o molde a ser utilizado temos diversos materiais, variando a peça a ser fundida de grandes tamanhos até tamanhos diminutos. No caso deste trabalho, estamos nos referindo apenas a objetos em escala reduzida, para uso em joalheria, empregando metais nobres. Entenda-se neste conceito como metal nobre o ouro e a prata. Para se conhecer os suportes alternativos para produção de peças de fundição, consulte: CODINA, Carles – A Ourivesaria -  págs. 50 a 65.

Na joalheria atual, uma das formas utilizadas, se não a mais usual, é a fundição por cera perdida ou microfusão (excetuando fábricas de medalhas, que vêm a utilizar outras técnicas de produção). É atualmente o processo mais rentável, prático e rápido para produção de peças de joalheria em escala industrial. Nada impede de ser utilizado para produção de tiragens limitadas de peças de joalheria exclusiva.

Neste processo, é desenvolvida uma matriz em cera ou metal que é transformado em um molde de borracha vulcanizada que servirá para reprodução de múltiplos em cera da peça matriz. Posteriormente, estes múltiplos serão montados em “árvores”, revestidos de material refratário especial (revestimento) e fundidos. O metal líquido será injetado (existem diversas formas) dentro deste cilindro e preencherá as cavidades criadas pela eliminação dos moldes de cera. Desta forma, teremos dezenas, centenas ou milhares de reproduções absolutamente iguais ao original. Neste processo descrito sucintamente acima, a cera é derretida e o molde é destruído, surgindo daí o nome da técnica.


Fundição por cera perdida

Quando trabalhamos com a fundição como preparação de lingotes e ou barras para fabricação de fios, chapas ou seus derivados, usamos moldes permanentes chamados lingoteiras, que são objetos em ferro fundido horizontais ou verticais fixos ou móveis. Neste processo, temos que eleger o metal e a liga a serem usados. A liga pode ser preparada pelo fundidor ou ser liga pré-fabricada encontrada pronta no mercado. A porcentagem da liga a ser acrescentada ao metal puro é variável de acordo com o objetivo que se quer alcançar. Este objetivo é retratado pela cor e a quilatagem que se deseja. Desta forma, preparamos o metal a ser utilizado em peças artesanais, únicas ou em pequenas tiragens. Preparamos também as ligas para teste para serem utilizadas no processo de fundição por cera perdida citado anteriormente.


Fundição para preparação de ligas

Para os dois processos, utilizamos máquinas e equipamentos, até certo ponto, comuns. No caso da fundição para preparação de peças artesanais, em pequena quantidade, sem ser para reprodução em série, utilizamos um maquinário simples: maçarico de oxi/glp, lingoteiras, porta cadinhos e cadinhos, laminadores e líquidos para limpeza e decapagem.

No caso de produção em série para indústria, utilizaremos um maquinário bem mais complexo, que será definido de acordo com a indústria que é sua proprietária. Todos os equipamentos são para uma produção em série, rápida e de resultados compensadores em termos de tempo e material gasto. Portanto, fundir metal é a mesma coisa em ambos os processos. O que vai definir o tipo de maquinário é o objetivo a ser alcançado.


* Ronaldo Freesz é ourives, pedagogo.  professor da Escola de Design da UEMG –  professor do Centro Integrado de Moda – CIMO - pesquisador do Laboratório Anglogold Ashanti de Pesquisa em Ligas de Ouro.
rfreesz@hotmail.com

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