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CORTES NO MERCADO DO LUXO
O IMPROVÁVEL ACONTECEU!


*Carlos Ferreirinha



A crise de efeito global tem dado sinais fortes de impacto no mercado do Luxo. Abertura de lojas e eventos têm sido gradativamente cancelados ou postergados, orçamentos publicitários reduzidos fortemente, as coleções estão menores e a força de trabalho está sendo demitida. Os ornamentos florais usados em lojas, a qualidade do papel especial tradicionalmente usado para os convites dos desfiles e a Champagne, servida em ocasiões especiais, estão sofrendo alterações (há um rumor na Europa que somente a poderosa Louis Vuitton reduziu em aproximadamente 1,5 milhões de Euros).

Profissionais do mercado do Luxo têm, como nunca antes, negociado à exaustão preços com fornecedores. O termo supérfluo, que é fortemente alinhado e associado ao segmento, agora mostra sua face mais temida na gestão. Neste momento de agonia de mercado, até o o Luxo tem que aprender a cortar os seus custos supérfluos. Ironia do mercado que tem inclusive forçado muitas marcas e empresas da atividade a serem mais discretas - atitudes que não condiziam diretamente com a produção e posicionamento dos produtos e serviços de Luxo.

A era da cautela e da atenção redobrada aos custos chegou ao cintilante mercado do Luxo. A obsessão dos detalhes, possivelmente uma das características mais importantes do Luxo, passa por uma fase de observação. Até quanto os tradicionais detalhes não estão neste momento atual incrementando os custos finais de forma desproporcional? Na era das experiências, onde a percepção do consumidor não está disposta a sofrer qualquer tipo de arranhão por um produto ou serviço de qualidade inferior, o corte de custos nas empresas de Luxo desafia a criatividade.

Estamos iniciando uma era da versão Light ou Zero da atividade do Luxo, que entrou definitivamente, quem diria, na era diet – hora de perder gorduras e, principalmente, as localizadas.

A criatividade, que durante décadas foi atribuição da área do marketing, do design, da criação e do estilo em quase todas as operações do segmento, passa a ser atribuição de todas as áreas de competência da empresa. Agora, mais do que talentoso, urge a necessidade de ser criativo.

Paradoxalmente, vejo como muito interessante todas estas medidas. Ao final desta turbulência de mercado, ficará um segmento mais cauteloso nos custos, mais criativo na engenharia da gestão e até muito mais eficiente, aumentando no longo prazo a rentabilidade das operações.

A crise atual faz com que a era da profissionalização da atividade do Luxo passe pelo seu mais importante e definitivo teste de gestão: a sobrevivência emo meio a uma forte "Tempestade de Mercado".

Ficarão os que estiverem mais preparados.




* Carlos Ferreirinha - Diretor Presidente da MCF Consultoria & Conhecimento, especializada no Negócio do Luxo e Premium, com atuação no Brasil e na América do Sul. www.mcfconsultoria.com.br

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