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O LUXO É VERDE!


*Carlos Ferreirinha



Sem dúvida alguma o tema sustentabilidade passou a ser a pauta dos mercados mundiais. O mundo está girando em torno deste assunto. Como entendê-lo e como melhor aproveitá-lo, tem se tornado o grande desafio da sociedade contemporânea.

As empresas tentam trabalhar o tema pela visão de gestão, de desenvolvimento e oportunidades de negócios. Nada que seja simples ou rápido. Muitas ações requerem um redesenho operacional, maior investimento e diminuição de determinadas linhas de produtos – tudo que confronta a visão da gestão de negócios deste século.  Entretanto, a questão da responsabilidade social que, em um passado recente, era apenas estratégia de marketing na maioria das vezes, agora se percebe claramente é que o discurso precisa ser verdadeiro e, incontestavelmente, um princípio.

É muito pouco apenas estar comprometido socialmente para que os índices de avaliação sejam positivos. É necessário ter como princípio o comprometimento com a questão da sustentabilidade, transformar em cultura empresarial, definir como DNA da empresa. Impressiona a quantidade de ótimos exemplos que existem no Brasil, e pelo mundo afora, de empresas que se exercitaram verdadeiramente na direção da sustentabilidade.

Como a atividade do Luxo vem se preparando para estar alinhada a este momento? Como uma atividade pautada pela força da imagem, do excesso, da manifestação do desejo e vontades, tem como se ajustar ao tema? O que seria genuíno no Luxo tendo a questão da  sustentabilidade como parâmetro? Muitas são as idéias. Poucos ainda são os bons exemplos nesta direção. Definitivamente, a era “verde”.

Como a atividade do Luxo vem se preparando para estar alinhada a este momento? Como uma atividade pautada pela força da imagem, do excesso, da manifestação do desejo e vontades, tem como se ajustar ao tema? O que seria genuíno no Luxo tendo a questão da  sustentabilidade como parâmetro? Muitas são as idéias. Poucos ainda são os bons exemplos nesta direção.

Normal. Questão de tempo. O consumidor e os formadores de opinião serão os que acelerarão este processo. A exigência pressiona e transforma. O mercado é soberano. Cada vez mais, a pergunta “de que é feito este produto?” será utilizada. A resposta comum sempre foi tradição, trajetória de sucesso, poder de marca, matéria-prima nobre, qualidade que impressiona, excelência, detalhes. Não será mais suficiente. A resposta terá que contemplar aspectos de sustentabilidade. De que forma seu produto ou serviço compromete o meio ambiente? Esta será a pergunta que terá que ser respondida.

A verdade é que o Luxo tem demorado a dar esta resposta. Porém, o mercado é soberano. A atividade terá que se ajustar, e rapidamente. A cadeia produtiva terá que ser repensada pelo princípio da sustentabilidade. Produção, recursos utilizados, marketing e comunicação – pautados em novos valores. Alguns empreendimentos imobiliários de alto padrão já apresentam preocupados com o tema. Algumas marcas de moda já são totalmente comprometidas com o tema. Instituições financeiras têm surpreendido o mercado com uma atitude “verde”. A indústria de carros de Luxo vem tentando encontrar uma solução. A indústria têxtil, esta sim, tem se exercitado nesta direção – do tecido ao corante.

Chegará o tempo em que as marcas de Luxo também serão julgadas e percebidas pelas contribuições positivas que geram nas pessoas e no mundo, pela visão do comprometimento social.  A excelência também será medida desta forma e não mais somente pelos atributos tradicionalmente percebidos. A compreensão da relevância da questão da sustentabilidade será possivelmente o aspecto mais importante de avaliação empresarial deste novo século. A era do conhecimento nos levará a novos patamares no consumo – o consumo será e terá que ser mais responsável. O consumidor terá novas exigências.

Dito isso, o negócio do Luxo terá novas medições. O Luxo também terá que ser sustentável. Estamos prestando atenção neste tema, refletindo sobre o mesmo? Qual será o próximo passo?

Mais do que fazer algo muito bem, precisamos desenvolver uma capacidade de desaprender, para aprender outra coisa.  Precisamos aprender a sermos socialmente comprometidos com a questão da sustentabilidade. Assim também, a gestão do Luxo.
Preparados?




* Carlos Ferreirinha - Diretor Presidente da MCF Consultoria & Conhecimento, especializada no Negócio do Luxo e Premium, com atuação no Brasil e na América do Sul. www.mcfconsultoria.com.br

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