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O NEGÓCIO DO LUXO:
PRIMEIROS RESULTADOS / 2008


*Carlos Ferreirinha



Os resultados do primeiro quadrimestre de 2008 começam a ser publicados e informados pelas principais empresas, grupos e marcas da atividade de Luxo do mundo. Face aos problemas na economia americana, há uma certa apreensão sobre como a atividade se comportará este ano e, principalmente, quais serão os efeitos negativos e principais problemas que a mesma poderá passar nos EUA.

De forma geral, já é possível notar um desaquecimento nas vendas de produtos de Luxo nos EUA e também na Europa. Entretanto, é menor do que alguns especialistas acreditavam que aconteceria. Consumidores asiáticos e do leste europeu têm aumentado o consumo, levando a um crescimento de aproximadamente 6% no segmento nesta região, neste período de observação e, de alguma forma, compensando perdas em mercados tradicionais como a Europa e EUA – acredita-se que ao final do corrento ano, o percentual de crescimento, somente desta região do mundo, poderá alcançar 20%.

O mercado americano, segundo estimativas, deverá crescer aproximadamente 7% no consumo da atividade em 2008, bem menor que o índice de 15% do ano de 2007. Parte deste crescimento, porém, deverá ser oriundo do aumento natural dos preços e, evidentemente, do consumo de turistas que, de alguma forma, tem mantido a freqüência no País. O consumo europeu em países tradicionais como França, Itália, Inglaterra e Alemanha tem mantido o desaquecimento. O ano de 2007 apresentou taxas de 12% e as estimativas para 2008 não ultrapassam também os 7%.

Outras regiões da Europa, principalmente as oriundas do eixo comunista (emergentes no consumo do Luxo), e a força da Rússia têm garantido excelentes níveis de crescimento para a atividade como um todo.

No poderoso Japão, o crescimento também não deverá alcançar dois dígitos de percentual. Alguns apontam que o principal motivo se dará pelo fato de que os japoneses investirão mais em moradia este ano do que em produtos e serviços de Luxo. O restante do mundo tem garantido um total aproximado de 26% do consumo geral da atividade e deverá manter o crescimento médio que tem oscilado entre 18% e 22%. O Brasil, o mais importante e relevante mercado da América Latina, apesar da força do México, apresentou em 2006 um resultado de 17%. Os números de 2007 serão apresentados em breve pela Pesquisa da MCF Consultoria & Conhecimento e GFK Indicator. Outrossim, as expectativas são muito boas.

O ano de 2007 foi um ano de resultados vigorosos para a atividade como um todo. O onipresente e poderoso grupo LVMH, apresentou excelentes resultados neste primeiro quadrimestre do ano. Seus resultados possuem 37% na Europa, 25% nos EUA, 11% no Japão e 27% no restante do mundo. O segundo maior conglomerado mundial, Richemont, por sua vez, já tem 43% na Europa, 23% nos EUA, 13% no Japão e 24% no resto do mundo. A maior diferença vem do grupo/marca italiana Tod’s: 75% dos resultados são oriundos da Europa, 10% dos EUA, 7% do Japão e apenas 8% do restante do mundo.

A atividade do Luxo não sofre com os obstáculos da economia mundial? Sofre e muito! As quedas, quando acontecem, geralmente são fortes. Entretanto, a atividade tem mantido um regular e expressivo crescimento nos últimos 20 anos e, com o desejo de de consumo ao que é especial nos novos centros econômicos mundiais, espera-se que este crescimento ainda se dê por muito tempo.


* Carlos Ferreirinha - Diretor Presidente da MCF Consultoria & Conhecimento, especializada no Negócio do Luxo e Premium, com atuação no Brasil e na América do Sul. www.mcfconsultoria.com.br

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