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DESIGN É MAIS QUE TECNOLOGIA.
É TALENTO!


Luiz Renato Roble*



Os constantes avanços nas áreas tecnológicas e de informática, tão presentes em nossas vidas, têm proporcionado tanto progressos e tantas conquistas inimagináveis há poucas décadas, que já não permitem que percebamos sua onipresença e nem sua importância.

A tecnologia, que basicamente alterou nossa comunicação, altera rapidamente a forma como demonstramos nossos sentimentos. Cartas de amor, que antigamente eram manuscritas com capricho, afeto e borrões, foram substituídas nos últimos anos por e-mails frios e automaticamente corrigidos. Hoje, o e-mail tornou-se algo aborrecido e aparentemente útil apenas para o recebimento de lixo sem fim. A comunicação, que agora é ainda mais instantânea e banal, não passa de curtas mensagens mal escritas enviadas por SMS ou pelo Twitter.

Por um lado, esta multiplicidade de informações em infinitas multimídias, com surpreendentes programas e sistemas, deixam nossa vida melhor do que era. Melhor, mais forte e mais rápida. Sua presença maciça vem, entretanto, nos transformando gradativamente, ao ponto de já não sermos mais os mesmos que costumávamos ser quando toda esta tecnologia não existia.

Na área do design, por exemplo, que vive verdadeiras revoluções diárias, atividades e possibilidades anteriormente difíceis, demoradas e, portanto, caras para serem executadas, são agora facilmente realizadas no computador. A popularização dos programas, contudo, nivelou os profissionais do design por baixo, possibilitando a qualquer um tornar-se ou, pelo menos, considerar-se um designer do dia para noite em poucos cliques. Um profissional que saiba se expressar utilizando lápis, papel e, principalmente, criatividade, tornou-se cada vez mais raro.

Dedos ágeis no teclado e no mouse são tão importantes quanto falar muito rápido durante uma palestra. É apenas uma habilidade com uma ferramenta de trabalho, mas não fundamental. Os efeitos especiais, oferecidos por novos programas, fazem com que muita gente se esqueça, ou nunca descubra, que para ser um bom designer é preciso pesquisa, informação, estudo, conteúdo, dedicação capacidade e, acima de tudo, talento.

É comum encontrarmos trabalhos de design, para pequenas e médias empresas, apresentando soluções pasteurizadas e banalizadas. Um bom profissional deve saber trabalhar o conceito de uma marca e de um produto. Deve estudar o mercado, o público alvo e encontrar as soluções corretas que venderão a imagem a ser comunicada com força e competitividade.

Assim, fazer uso dos fantásticos recursos da computação gráfica é importante, mas não o suficiente para se intitular um designer. Limitar-se a isto, é fazer parte de uma farsa que pode enganar a poucos e por pouco tempo. Um bom designer é aquele que sabe conceituar, que cria soluções e existe com ou sem computador. É aquele que continua trabalhando normalmente, mesmo quando a luz no estúdio acaba e o computador tem que ficar temporariamente desligado.


*Luiz Renato Roble é designer e diretor de Criação da DATAMAKER DESIGNERS, que desenvolve projetos em Interior Design, Design Gráfico e Design de Produto.
criacao@datamaker.com.br