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PEQUENOS DETALHES SÃO GRANDES DEMAIS PARA ESQUECER


Luiz Renato Roble*



Deus está nos detalhes, disse certa vez o arquiteto alemão Ludwing Mies van der Rohe. Como saímos um pouco à semelhança do Pai, nossa percepção também é formada por pequenos detalhes imperceptíveis, mas que inconscientemente pesam e têm grande poder decisório sobre aquilo que gostamos ou refugamos.

Quando falamos sobre design, estamos fatalmente abordando detalhes que formam um todo. As pessoas não têm consciência dos motivos exatos que as levam a gostar ou não gostar de um filme, de uma propaganda ou de um lugar. Assim como não sabem explicar por que se sentem bem em certos ambientes e desejam sair correndo de outros, ao verem uma loja, podem ser atraídas por ela sem que saibam exatamente se é pelo visual, pelo clima que ela transmite, se pelo atendimento oferecido, ou pela história que ela conta, ou mesmo graças a integração de tudo isso. Uma loja é a materialização de uma marca, que por sua vez é composta pela somatória de muitos detalhes.

Detalhes são muito importantes para o sucesso de qualquer estabelecimento comercial, por isto, não basta caprichar no interior design e não oferecer um atendimento digno. Para exemplificar, outro dia minha esposa e eu fomos pessimamente recebidos ao entrar numa nova e bela filial de uma rede de lojas femininas, recém-inaugurada na capital paranaense.

Há anos clientes da marca, acreditamos que era importante narrar o fato aos responsáveis para que aquele episódio não voltasse a acontecer com outros clientes. Apesar de conseguirmos ser ouvidos por eles e de termos recebido uma ligação posterior da responsável pelo marketing da rede de lojas, pedindo desculpas pelo ocorrido, é impossível apagar de nossas mentes. Embora tendo compreendido e desculpado os responsáveis, a imagem daquilo que gratuitamente passamos no interior daquela loja permaneceu.

Por outro lado, pouco adianta ter o melhor atendimento da cidade sem que se ofereça conforto visual e ambiental. É preciso que a loja atraia os olhos, expresse sensações, fale a linguagem do público-alvo e, principalmente, que ele sinta que houve uma preocupação em agradá-lo. Que a sua presença naquele ambiente é o motivo da existência de tudo aquilo.

Na verdade, uma loja, um restaurante ou qualquer outro ambiente, deve apresentar de forma equilibrada: atendimento, design, iluminação, conforto, comodidade, higiene e outros itens que o público, inconscientemente, julga e leva em consideração nos momentos em que decide entrar, ficar, comprar, indicar e, principalmente, voltar a um determinado lugar.


*Luiz Renato Roble é designer e diretor de Criação da DATAMAKER DESIGNERS, que desenvolve projetos em Interior Design, Design Gráfico e Design de Produto.
criacao@datamaker.com.br