PÁGINA INICIAL
EMPRESAS
ENTIDADES
FEIRAS NO BRASIL
FEIRAS NO MUNDO
EXPOSIÇOES E EVENTOS
ARTIGOS
COMÉRCIO EXTERIOR
ENTREVISTAS
MANUAL DE GEMAS
CURSOS
CURIOSIDADES
JOALHERIA DE ARTE
MODA E TENDÊNCIAS
DICAS PRECIOSAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
CLASSIFICADOS
PROMOÇÕES
COTAÇÃO DO DÓLAR
ANÚNCIOS
SOBRE O JOIABR
FALE CONOSCO
::::::::::::::::::::::::::::

© Joiabr - 2000
info@joiabr.com.br

<< Voltar para o índice de artigos


MARCA: ALÉM DE UMA PREOCUPAÇÃO ESTÉTICA


Luiz Renato Roble*



Assim como o manuscrito de uma pessoa é o reflexo da sua personalidade, a marca de uma empresa é a definição resumida daquilo que ela é, devendo ser entendida como a assinatura empresarial dela. A preocupação estética, em outras palavras, o cuidado que uma empresa tem com sua apresentação visual, é traduzida como uma extensão da qualidade dos produtos e dos serviços por ela oferecidos.

Ao revirarmos nossos baús, podemos encontrar cartas, redações e bilhetes antigos escritos por nós de maneiras distintas em diferentes épocas de nossas vidas. A escrita que desenhávamos no primário, por exemplo, já não era a mesma que esnobávamos no ginásio, que por sua vez pode não ser a que utilizamos até hoje. Isso é normal e significa que passamos por várias fases, vencemos algumas etapas e, por fim, evoluímos. Com uma empresa acontece a mesma coisa.

Analisando a trajetória de uma empresa, notamos que ela foi criada e, de uma forma ou outra, cresceu e evoluiu. Esta evolução pode ser observada não apenas pelo número de vendas, de empregados, de lojas ou sedes, mas também, e é aí que eu quero chegar, pela evolução de sua marca, de suas embalagens, pelo design de seus produtos, ou seja, por toda sua preocupação estética.

O processo de evolução das empresas, apesar de ser natural, é conflitante.  Pode ser comparado à passagem da infância para a adolescência e desta para a idade adulta, o que quer dizer, bastante dolorida em certos momentos. É por isso que, apesar de sentirem as necessidades por mudanças de uma forma bastante clara, muitas empresas temem mudar para crescer. Esperam por momentos históricos e ficam estáticas com medo do futuro. Justificam-se dizendo terem receio da não compreensão de seus públicos. Na verdade, têm um profundo apego sentimental às suas identidades antigas, não aceitando mudanças.

O engraçado é que historicamente as mudanças em si, quando bem criadas, desenvolvidas e aplicadas, não têm mais volta.  Apesar de ser sofrido crescer, ninguém deseja realmente voltar a ser criança. Trabalhando diariamente com projetos a várias empresas, sigo descobrindo como reagem às mudanças.

Quando uma empresa conquista uma nova etapa em sua evolução, seja através de uma nova logomarca, de uma nova embalagem, ou de um reestudo em sua identidade visual, a primeira reação dela é estranhar a mudança, a segunda é se acostumar com ela e a terceira é ter certeza de que é impossível voltar atrás.

Por isto, não tenha medo do novo, do criativo, do diferente, do conceitual. Esta é uma viagem que vai além do infinito. Alguém já imaginou uma instituição como o Bradesco abandonar sua logomarca atual e voltar a utilizar o seu logotipo antigo, aquele que hoje ninguém se lembra mais como era?


*Luiz Renato Roble é designer e diretor de Criação da DATAMAKER DESIGNERS, que desenvolve projetos em Interior Design, Design Gráfico e Design de Produto.
criacao@datamaker.com.br